O treinador escocês Ian Cathro, à frente do Estoril Praia, reagiu de forma contundente a um comunicado do Santa Clara, que o acusou de estar mais preocupado com a Disneyland
e com o futebol do seu país do que com o futebol português. Em resposta, Cathro defendeu a sua posição, afirmando: ““Em termos de futebol sou muito mais português do que escocês.””
Esta declaração sublinha o seu compromisso com a liga portuguesa e a sua integração no futebol nacional.
Cathro não hesitou em questionar a fixação de jogos durante as datas FIFA, um tema que lhe pareceu prejudicial não só para a sua equipa, mas também para o Santa Clara e para o espectáculo que a liga procura apresentar. Ele explicou: ““O que fiz foi questionar uma norma e uma decisão, que marca um jogo da Liga para uma data FIFA, com prejuízo para nós, para o Santa Clara e para o espectáculo que a Liga procura promover.””
A crítica à organização do calendário do futebol é clara, e Cathro assumiu a responsabilidade por suas palavras: ““O meu nome é Ian Cathro e assumo o que digo. E digo que não vale tudo em futebol.””
O Compromisso de Cathro com o Futebol Português
O técnico também se mostrou satisfeito por trabalhar em Portugal, elogiando a cultura desportiva do país. Cathro expressou: ““Sou muito feliz por ter escolhido Portugal para trabalhar, porque gosto das pessoas, admiro as equipas e o talento dos jogadores. Por isso, não deixa de ser engraçado que alguém, escondido atrás do nome do Santa Clara, me reduza ao ‘treinador escocês’, como se fosse menor ser estrangeiro aqui.””
Essa integração e admiração pelo futebol português são evidentes em sua abordagem à concorrência, que ele vê como um reflexo do profissionalismo.
Críticas ao calendário do Futebol
Cathro defendeu que o verdadeiro profissionalismo é evidenciado na busca por condições justas para todos os clubes: ““Profissionalismo é defender a competição, é tentar proporcionar as melhores condições às equipas e o melhor espectáculo aos adeptos.””
Ele acredita que a marcação de jogos em datas FIFA não só prejudica as equipas, mas também diminui a qualidade do espectáculo desportivo que a liga deverá oferecer.
O treinador escocês lamentou: ““Porque me preocupo verdadeiramente com a competição, digo que não faz sentido vender a ideia de que é normal jogarmos numa data FIFA. Não faz! E não acredito que esta norma vá existir na próxima época, é normal que vá ser alterada. Chama-se a isso evolução.””
Conclusão
Por fim, fica evidente como Ian Cathro, mesmo frente a desafios e controvérsias, se mantém fiel aos seus princípios e ao desenvolvimento do futebol português. O seu discurso, focado na justiça e na qualidade do espectáculo, destaca a sua visão e compromisso com a liga, prometendo contribuir para a evolução do futebol em Portugal.