O Casa Pia anunciou o encerramento da bancada central do Estádio Municipal de Rio Maior para o decisivo jogo do play-off de acesso à Liga Betclic, contra o Torreense, alegando motivos de segurança. Esta decisão surge após o empate a zero em Torres Vedras, que deixa tudo em aberto para a partida. Apesar dos motivos de segurança invocados, os detentores de bilhetes de categoria A poderão ocupar esses lugares, o que tem gerado alguma estranheza. No jogo anterior, contra o Rio Ave, a mesma bancada acolheu dezenas de adeptos sem problemas aparentes.
Em paralelo, a Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou uma conferência de imprensa no Estádio Nacional, no âmbito da final da Taça de Portugal entre o Sporting e o Torreense. A subintendente Carla Duarte apelou ao “fairplay” dos adeptos. (Desejo que seja um espetáculo desportivo, onde as famílias e os amigos possam confraternizar e celebrar o desporto como deve ser. A PSP aconselha que os adeptos venham e entrem no estádio com a devida antecedência, considerando as duas horas e meia que antecedem a abertura de portas antes do início do jogo. Venham preparados para a meteorologia prevista e tragam, naturalmente, boa disposição para que no final vença o 'fairplay'), afirmou Carla Duarte. Ela garantiu ainda que a PSP está (preparada para receber mais um espetáculo, mais uma festa desportiva e garantir a segurança de todos os adeptos, no interior e no exterior do estádio). Em relação à pirotecnia, a Comandante da Divisão Policial de Oeiras sublinhou: (Estamos preparados para garantir a segurança dos adeptos, quer do Torreense, quer do Sporting. Temos tudo planeado para que corra tudo bem. Naturalmente, a pirotecnia é sempre uma das preocupações e estamos preparados para lidar com o evento desportivo. Todas as vertentes da polícia serão implementadas dentro do estádio e estão garantidas para que o jogo, com tranquilidade, seja um espetáculo desportivo).
Do lado do Torreense, o guarda-redes Rui Silva expressou confiança e determinação para a final da Taça: (Torreense vai dar a vida). O treinador Luís Tralhão, por sua vez, demonstrou o orgulho que o clube sente em participar neste momento histórico. (É um jogo muito especial para todos, para nós, para o staff, jogadores… todo o clube. Especialmente para os adeptos, é um momento histórico e esta energia sente-se na cidade inteira, este vibrar das pessoas, o entusiasmo, a forma como os jogadores são abordados pelas pessoas… É um momento histórico, único neste século, pois já foram 70 anos, e nós absorvemos essa energia e queremos representá-los, e bem, no Jamor), disse Tralhão. O técnico também abordou a difícil escolha entre a final da Taça e o play-off de acesso à Liga: (Como é óbvio, a nossa prioridade era a subida à Liga, momento muito importante para o clube e para a região. Mas nesta fase pensamos: ok, então porque não tentar as duas? E se corre bem? Se corre bem ficamos na história). Luís Tralhão referiu ainda que, apesar de reconhecer as diferenças de força entre as equipas, a sua estratégia passa por ter (coragem e capacidade para ir ferindo o Sporting aqui e ali e se possível tentar que o Sporting passe mais tempo no meio-campo deles do que no nosso… mas o expectável é que seja ao contrário). O treinador admitiu a emoção pessoal de estar neste palco: (Fui um jovem que cresceu a ver muitas finais da Taça. Com o meu pai, felizmente, independentemente do clube, íamos praticamente todos os anos. É um momento muito importante para mim, nunca pensei estar na final da Taça, nem nos próximos anos, quanto mais neste… Mas às vezes o destino traz-nos estas coisas, mas já tenho experiência para deixar as emoções de lado e estar focado no campo apenas).