Roberto Martínez anunciou esta terça-feira os nomes dos 27 jogadores que vão representar Portugal no Mundial de 2026. A convocatória já gerou as primeiras reações, e uma das mais notórias veio de António Salvador, presidente do Sporting de Braga, que não poupou críticas ao selecionador nacional devido à exclusão de Ricardo Horta.
O líder bracarense questionou a gestão feita por Roberto Martínez, considerando que houve um “total desencontro” nas decisões. António Salvador expressou a sua desilusão pela ausência de Ricardo Horta, defendendo “o meu capitão e o jogador mais importante da história do meu clube”, como afirmou. A crítica de Salvador centra-se na forma como a situação de Horta foi gerida, especialmente após a sua chamada para uma digressão anterior, que, segundo o presidente, alimentou expectativas que agora se frustraram.
Em resposta, Roberto Martínez expressou respeito pela opinião dos presidentes dos clubes e defendeu a neutralidade e o profissionalismo das suas escolhas. “Tenho de respeitar todos os presidentes, é normal. Tenho a capacidade de ser neutral. Já disse que o nosso processo não é uma decisão emotiva ou intuitiva. Há parâmetros muito importantes e as nossas escolhas são profissionais”, declarou o selecionador, que já tinha sido questionado sobre a exclusão de Horta do Europeu de 2024. A gestão de Martínez continua a gerar debate, com as suas escolhas a serem alvo de um escrutínio cada vez maior por parte da opinião pública e dos dirigentes desportivos.
Para além da polémica em torno de Ricardo Horta, Roberto Martínez revelou que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tentou convencer Éli Junior Kroupi, avançado do Bournemouth com raízes portuguesas, a representar Portugal. No entanto, Kroupi optou pela seleção francesa. “Fico feliz porque ficámos à frente das notícias. Antes do estágio de março, tentámos falar”, partilhou Martínez, explicando que houve contacto com o jogador. “Naquele momento, o Éli Junior Kroupi queria jogar pela França e respeitámos isso”, concluiu o selecionador, confirmando a preferência do jovem avançado pela França, apesar de ser elegível para Portugal e Costa do Marfim. Esta situação demonstra que as decisões de convocação não se limitam apenas ao desempenho em campo, mas também à vontade e disponibilidade dos jogadores.