Vicens e Horta analisam empate do Sp. Braga com o Famalicão

  1. Sp. Braga empata 2-2 com Famalicão.
  2. Carlos Vicens destaca "falta de frescura" da equipa.
  3. Ricardo Horta é o capitão e autor do golo do empate.
  4. Foco no próximo jogo contra o Casa Pia.

Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga, expressou a sua visão sobre o empate a duas bolas frente ao Famalicão, em casa. O técnico salientou a atitude da equipa que, apesar das adversidades do jogo e do calendário, nunca se deu como vencida. A falta de frescura foi um tema central na sua análise, justificando parte do desempenho da equipa. Em declarações na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, Vicens refletiu sobre como o cansaço acumulado influenciou a partida. Ele afirmou: “A equipa, apesar de ficar à frente do marcador, teve falta de frescura nos últimos metros. Há 72 horas estávamos onde estávamos. Creio que a equipa teve a intenção clara de querer ter bola, jogar para a frente à procura do golo. A verdade é que marcámos logo a abrir e tivemos oportunidade para fazer o segundo. Numa jogada em que estava momentaneamente com dez, com um jogador no chão, nasce o empate. Na segunda parte quisemos continuar, quisemos ganhar. Obviamente que, ao querer ganhar, podem acontecer transições. Colocamos gente com energia, mas acabámos por sofrer, mas numa vez que nos superam a meio-campo com a bola controlada, fazem o segundo golo e o jogo ficou mais difícil. A equipa insistiu com diferentes alternativas. Creio que seria muito injusto não tirar pontos da partida de hoje, o empate não nos deixa felizes, mas continuamos”.

O treinador bracarense reforçou a ideia de que o desgaste físico é uma realidade para equipas que disputam múltiplas competições. Segundo Vicens: “Sabíamos que havia vários jogadores que não estavam a 100 por cento. É futebol, acontece com as equipas que fazem muitos jogos de alto nível durante a temporada, que estão nas competições europeias. Não é desculpa, a equipa desgasta-se porque quer jogar no campo rival, na segunda parte a equipa queria ganhar o jogo. Jogámos no meio-campo adversário, mas tivemos um contratempo em forma de golo, mas a equipa nunca se deu como vencida, lutou até ao final e no final conseguimos um ponto”. Apesar do resultado, o foco já está no próximo desafio, com Vicens a garantir que a equipa vai continuar a lutar pelos seus objetivos. Ele acrescentou: “As forças vão estar canalizadas, focadas e postas na próxima partida. Temos de nos preparar bem, recuperar bem e pôr em campo tudo o que temos. A matemática diz que não está fechado, há que continuar a trabalhar”. Sobre Ricardo Horta, o técnico não poupou elogios: “Penso que, atendendo à última chamada [para a seleção], tem possibilidade de ir ao Mundial. Está a ser uma boa temporada, como costuma ser. É um jogador que dá tudo por esta equipa. É um grande capitão, um jogador de equipa. Estamos contentes por poder contar com ele”.

Ricardo Horta, o capitão do Sp. Braga e autor do golo do empate, partilhou a sua perspetiva, salientando a importância de lutar até ao fim, independentemente do resultado. Horta afirmou: “Mostrámos que lutamos sempre até ao fim, independentemente do resultado. Tivemos um grande jogo em Sevilha, queríamos manter esse nível, mas sabemos que o Famalicão é uma equipa que joga muito bem, com bons processos, automatismos, bons jogadores e qualidade individual e coletiva. Sabíamos que tínhamos um desafio pela frente. Queríamos entrar fortes, colocar-nos em vantagem, o que conseguimos, mas depois não sei se acusámos um bocadinho o cansaço e acabámos por perder algum controlo do jogo. O Famalicão aproveitou, mas volto a dizer: lutamos sempre até ao fim. É um ponto que, no fim de contas, pode ser importante. A nossa estratégia para este jogo era essa. Sabemos que o jogo passa muito pelos seus médios. Não era uma marcação individual, mas sim evitar que a bola passasse por ali, como costumamos fazer em quase todos os jogos”. Horta também abordou a questão do desgaste físico, confirmando que a equipa tem sabido gerir a energia necessária para os desafios. Ele concluiu: “Sim, nós abordámos estes dois ou três dias após essa vitória com muita energia. Foi uma vitória histórica, especial, e estávamos todos muito motivados. Por isso, acho que essa decisão do míster foi encarar este jogo também como uma final, porque ainda há luta pelo quarto lugar. Queríamos ganhar para nos distanciarmos, não conseguimos, mas é um empate que nos mantém na luta e agora o foco já está no próximo jogo com o Casa Pia”.

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