Braga empata com o Betis na Liga Europa: As reações de Moutinho, Horta e Vicens

  1. João Moutinho: "Saímos com a sensação que podíamos ter levado algo mais."
  2. Ricardo Horta: "Está tudo em aberto e queremos passar esta eliminatória."
  3. Carlos Vicens: "Fomos nós mesmos, enquanto equipa, estou muito satisfeito pelo esforço dos jogadores."
  4. Braga e Betis empataram 1-1 na primeira mão.

Após o empate a um golo frente ao Betis na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, os intervenientes do Braga manifestaram as suas impressões. João Moutinho, que entrou cedo para substituir um lesionado, admitiu que a equipa sentiu que podia ter alcançado um resultado mais favorável no Estádio Municipal de Braga.

“Nunca é fácil entrar assim, mas a equipa estava a fazer um bom jogo. Queríamos fazer o nosso jogo, com bola e criar oportunidades, e conseguimos fazer isso. Eles também criaram, porque são uma equipa difícil e com qualidade individual. Estamos no intervalo da eliminatória e agora temos um jogo em Sevilha, no qual temos de continuar a melhorar, como temos feito ao longo do ano, e tentar ser superiores no próximo jogo e passar às meias-finais, que é o nosso objetivo”, afirmou o internacional português. Sobre o desafio em Sevilha, Moutinho acrescentou que “Será preciso personalidade para impor o nosso estilo de jogo, com posse de bola e oportunidades, sem nunca descurar a defesa. Sabemos que temos de ser consistentes e sólidos para não sofrer. Não sofrendo e criando as oportunidades que costumamos criar, podemos fazer os golos necessários. Será extremamente difícil, mas são estes jogos que gostamos de jogar.” A desilusão pelo resultado não foi escondida: “Saímos com a sensação que podíamos ter levado algo mais. O Betis fez o seu jogo e teve oportunidade. A haver um vencedor, deveria ter sido o Sp. Braga. Sofremos numa fase em que estávamos bem no jogo e a controlar. Temos de continuar a trabalhar da mesma maneira, ter personalidade em Sevilha para fazer o mesmo jogo que fizemos aqui. Por vezes, vamos ter de defender mais atrás e noutras vezes à frente, mas temos de controlar esses dois momentos muito bem para passarmos às meias-finais.”

Ricardo Horta, capitão da equipa bracarense, partilhou uma visão semelhante sobre o equilíbrio do jogo e a importância do empate. “Penso que se aceita o empate. Foi um bom jogo, equilibrado entre duas boas equipas, de vocação muito ofensiva. Sabíamos que o Betis é muito forte nas transições, quase que nos dá a bola para sair em transição. Já sabemos o que nos espera para a 2.ª mão. Está tudo em aberto e queremos passar esta eliminatória”, disse Horta. O capitão ainda revelou o que foi falado no balneário ao intervalo: “Depois de nos apanharmos a ganhar, queríamos ter a bola o máximo no meio-campo adversário. Queríamos chegar ao segundo golo, foi isso que falámos ao intervalo, mas acabámos por sofrer de penálti. Está tudo em aberto e com a qualidade do nosso jogo podemos marcar em qualquer campo. É com essa ambição que vamos. Estamos no intervalo da eliminatória.” Horta demonstrou entusiasmo pelo próximo desafio, apesar da pressão do ambiente. “É um estádio com 60 mil pessoas, todas a puxar pelo Betis, mas o futebol ganha-se dentro de campo e ganha quem marca mais golos e é isso que vamos fazer lá.” E sobre a ambição na prova, concluiu que: “Esta é uma competição especial para o clube. Temos muitos jogadores que nunca tinham participado nesta competição e estamos numa fase avançada, na qual já não há equipas fracas.”

O treinador Carlos Vicens reconheceu a vontade de vencer, mas elogiou a postura da equipa. “Obviamente queríamos ganhar, começamos por marcar, mas os detalhes ditam muito do resultado. Fomos nós mesmos, enquanto equipa, estou muito satisfeito pelo esforço dos jogadores, deixaram tudo em campo. Ao intervalo falámos, percebia-se um pouco de falta de tranquilidade na primeira fase de construção, que está relacionado com este cenário de quartos de final da Liga Europa. Na segunda parte notou-se que estavam mais tranquilos, a confiar neles mesmos. Depois de transmitir tranquilidade e confiança a equipa equivocou-se menos nos passes. Depois chega o momento que percebes a falta de energia no último terço. Tentámos dar soluções, ao mudar gente do meio campo, para conseguir o segundo golo. Num bom momento sofremos o golo. Foi uma jogada em que não tivemos sorte, há que aprender com os erros e ir a Sevilha lutar pela eliminatória”, salientou Vicens. O técnico sublinhou a importância da identidade do Braga para o jogo da segunda mão. “O Braga tem uma identidade de jogo muito clara, estabelecida há muito tempo. Vamos ter um Braga a dar o melhor de si, a ser uma equipa mais do que nunca, unidos, para tentar estar nas meias-finais.” Vicens também confirmou a preocupação com alguns jogadores: “Vamos ver. O Niakaté gerou preocupação no final; o Diego sofreu uma entrada forte, tentou responder, mas tivemos de o alterar. Vamos a ver.” O treinador espera um jogo diferente fora de casa: “O jogo é diferente. Estávamos insatisfeitos com o que a equipa fez, hoje as sensações são diferentes, a equipa deixou uma grande imagem. Vamos jogar fora de casa, La Cartuja será difícil, o Betis também quererá estar nas meias finais.”

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