SC Braga tenta reviravolta na UEFA Europa League após derrota

  1. SC Braga perdeu pela 1ª vez fora de casa na Europa esta época.
  2. Derrota por mais de um golo foi a 1ª da temporada.
  3. Carlos Carvalhal comandou o 100.º jogo contra o Sheriff.
  4. Ricardo Horta é peça fundamental.

O SC Braga encontra-se numa situação delicada na UEFA Europa League, após uma derrota fora de portas frente ao Ferencváros. Esta é a primeira vez esta temporada que os Gverreiros do Minho perdem um jogo europeu fora de casa e a primeira derrota por mais de um golo de diferença. A equipa minhota tentará reverter a desvantagem frente ao heptacampeão Ferencváros, uma equipa que se mostrou eficaz no jogo de ida. Num encontro que se esperava desafiante, a exibição geral da equipa bracarense foi considerada cinzenta e desinspirada, e a falta de eficácia complicou ainda mais o cenário para os Minhotos.

A história recente do clube mostra que a equipa já reverteu resultados adversos, como foi o caso contra o Sheriff na temporada 2021/22. Os “arsenalistas”, no 100.º jogo sob o comando de Carlos Carvalhal, começaram da pior maneira a fase a eliminar da Liga Europa, ao caírem por dois golos em Tiraspol, fruto de uma exibição “cinzenta”. O luxemburguês Sébastien Thill, aos 43 minutos, de grande penalidade, a castigar um corte com o braço na área de Castro, e o maliano Adama Traoré, aos 83, após erro crasso de Bruno Rodrigues, selaram o triunfo dos moldavos. Após esse jogo, Carlos Carvalhal afirmou que “Isto não está fechado, mantemos a ambição de passar à próxima fase, temos competência para seguir em frente e vamos fazer uma noite à Braga, com os adeptos do nosso lado. Com a nossa competência, vamos procurar passar a eliminatória”. Uma semana depois, os bracarenses deram continuidade às palavras do técnico e empataram a eliminatória ainda na primeira parte, com golos de Iuri Medeiros, aos 17 minutos, e Ricardo Horta, aos 43. Parecia que, na segunda metade, seria uma questão de tempo até aparecer o terceiro golo, mas isso não aconteceu, e o 2-0 também não sofreu alteração no prolongamento, pelo que tudo se decidiu no desempate por grandes penalidades. Com o guarda-redes Matheus em destaque, ao defender os remates de Gustavo Dulanto e Stjepan Radeljic, o Sporting de Braga acabou por se impor, apesar de Abel Ruiz e David Carmo também falharem, com Francisco Moura, agora no FC Porto, a selar o 3-2 final.

O clube tem um histórico de superação e já foi capaz de virar eliminatórias desafiantes no passado. Tal como fez Artur Jorge em 1997, contra o Vitesse. Tal como fizeram Wender, Jorginho e Linz em 2007, contra o Hammarby. Tal como fizeram, em 2011, Alan e Lima contra o Lech Poznan e Custódio contra o Benfica. Tal como fizeram Hassan, Josué, Stojiljkovic e Rafa em 2016, contra o Fenerbahçe. E tal como fizeram Iuri e Horta (quem mais?) em 2022, frente ao Sheriff. O capitão Ricardo Horta continua a ser uma peça fundamental na equipa. A sua contribuição foi notável em diversas ocasiões, incluindo o jogo contra o Sheriff na temporada anterior. A sua presença na convocatória da Seleção Nacional é amplamente antecipada, e os elogios públicos de Roberto Martínez solidificam a expectativa de ver Horta na lista final para o Mundial. A equipa do SC Braga irá jogar em casa, no D. Afonso Henriques, que tem sido um fator importante para ajudar a equipa a reverter resultados negativos.

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