Carlos Vicens confiante em reviravolta do SC Braga na Liga dos Campeões

  1. SC Braga perdeu por 2-0
  2. Carlos Vicens acredita na reviravolta
  3. Ricardo Horta recusa discurso derrotista
  4. Leonardo Lelo apela aos adeptos

O SC Braga sofreu uma derrota por 2-0 frente ao Ferencváros, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Apesar do resultado, o técnico Carlos Vicens mostrou-se confiante na capacidade da equipa minhota de operar uma reviravolta na eliminatória. A mensagem do treinador espanhol é de crença e de trabalho árduo para o jogo da segunda mão, em casa.

Em declarações após a partida, Carlos Vicens foi claro quanto ao momento que se vive no balneário. “É altura de começarmos a lutar por uma reviravolta. Já falei com os jogadores. Disse-lhes: ‘Rapazes, sei que dói. Tem de doer. Temos de fazer melhor do que hoje, mas não há tempo para arrepender’. Lutámos durante vários meses para estar nesta ronda. Estivemos muito bem até agora. Agora que estamos nessa fase, embora doa o resultado de hoje, mesmo até a exibição, ninguém desiste. Todos os membros do clube têm de começar a acreditar que podemos vencer na próxima semana. No jogo vamos novamente lutar para dar a reviravolta”, afirmou o técnico, sublinhando que a equipa não pode baixar os braços.

O treinador espanhol admitiu que existem aspetos a melhorar e que a equipa tem de ser mais eficaz. “Temos de ser melhores e de ser capazes de nos prepararmos bem. Temos de chegar todos a este jogo com níveis de energia altíssimos e um nível de ambição muito fortes para dar a volta. Primeiro marcar um golo, depois marcar outro para empatar a eliminatória e marcar o terceiro para dar a volta. Há coisas a melhorar. Obviamente sabíamos que hoje não ia ser fácil ter muitas oportunidades. As que criámos não foram claríssimas, mas creio que suficientes. Se tivéssemos sido um pouco mais ‘finos’ teríamos marcado um golo que teria mudado o rumo do jogo. Não há desculpas. Sabemos que temos de melhorar e já estamos focados nisso”, referiu, apontando à necessidade de maior controlo no jogo.

Vicens lamentou ainda a falta de acerto nos momentos decisivos. “Sabíamos que não íamos ter 15 oportunidades de golo, mas as que criámos tínhamos de as aproveitar, porque isso muda eliminatórias. Marcar um golo antes de sofrer teria mudado a partida. Os detalhes são o mais importante e o primeiro golo que sofremos, numa perda de bola, é prova disso. Não podemos perdoar”, criticou o técnico, que também reconheceu que “Faltou-nos mais controlo sobre o jogo. Sabíamos que a pressão ia ser muito forte”.

Apesar do cenário adverso, o treinador do Sp. Braga mantém a fé numa reviravolta em casa. “Estamos a meio da eliminatória, sabemos que vai ser difícil virar, mas vamos ter de superar dificuldades. Faz parte do futebol. Agora é trabalhar no duro, com toda a motivação, ambição e energia. Fizemos um trabalho muito bom durante vários meses, não é agora que nos vamos render. Temos de dar a volta em casa”, reiterou o espanhol. Ricardo Horta, o capitão, também recusou o discurso derrotista. “Demorámos a entrar no jogo do Ferencváros, que é de pressão por todo o campo. Ainda assim, a segunda parte já foi melhor, apesar de termos sofrido o golo. Já sabíamos que eles eram muito agressivos em casa, com um grande ambiente. Estávamos preparados, mas não soubemos responder”, disse Horta.

Leonardo Lelo partilhou da mesma opinião, reforçando que “não foi o resultado que queríamos, mas estamos a meio. Temos de focar no mais importante que é o próximo jogo e corrigir o que se passou hoje. Sabíamos que eles foram superiores no nível físico. Temos de ganhar mais duelos”. O lateral fez também um apelo aos adeptos: “Contamos com os nossos adeptos na Pedreira. Isto ainda não acabou.” Por fim, Vicens concluiu o desafio que lançou à equipa, afirmando que faltou algo, como mais controlo. “Seguramente faltou algo, como mais controlo. Sabíamos que iam ser fortes na pressão, mas também sabes que a este nível não vais ter 15 ocasiões de golo. É preciso mais acerto porque muda tudo na eliminatória e tivemos as nossas ocasiões”, lamentou, adicionando que “a energia do Ferencváros aumentou com o golo e quando viu o Sp. Braga a desperdiçar: “O segundo golo foi um prémio num lance em que fomos desafortunados, mas estamos a meio. É um resultado difícil de virar, mas é agora que temos de falar no balneário como homens. Senhores, se querem seguir em frente é preciso muito mais energia e ambição. Há que trabalhar duro para o jogo em Braga porque a ocasião assim o merece”

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