Braga: Liga Europa gera 1,2 milhões de euros em impacto económico direto na cidade

  1. 1,2 milhões de euros de impacto económico direto
  2. Impacto económico aferido por transações eletrónicas
  3. António Salvador estima impacto de “mais de dois milhões de euros”
  4. Proibição de tarja na receção ao Vitória de Guimarães

A participação do Braga na Liga Europa esta temporada traduziu-se num impacto económico direto de cerca de 1,2 milhões de euros na cidade, conforme revelou um estudo conduzido pela Associação Empresarial de Braga (AEB). Este valor, aferido através da análise de transações eletrónicas com cartões bancários de adeptos estrangeiros, revela como o desporto pode converter-se num motor de dinamização económica. No entanto, o presidente António Salvador acredita que os números apresentados ficam aquém da realidade.

Daniel Vilaça, presidente da AEB, explicou a metodologia utilizada: “isolar, com elevado grau de fiabilidade, o impacto económico direto associado à presença dos adeptos visitantes”. O jogo com o Nottingham Forest foi o de maior impacto económico, atingindo os 659 mil euros, seguido pelos encontros contra o Genk e o Feyenoord. Contudo, António Salvador considera que o valor real “é um valor que peca por defeito”. O presidente do clube estima que o impacto pode ascender a “mais de dois milhões de euros” e defende a importância do clube para a região, afirmando que o clube “é um ativo estratégico para a cidade e para a região”. Vilaça reiterou que “Este é um exemplo claro de como o desporto pode ser um verdadeiro motor de dinamização económica”.

Além do sucesso económico, o presidente do Braga abordou uma recente controvérsia relacionada com a proibição da exibição de uma tarja na receção ao Vitória de Guimarães. António Salvador expressou a sua insatisfação, referindo que “A ministra ouviu uma parte e devia ter ouvido a outra”. O dirigente considera que foi “censura” e que tal “não pode voltar a acontecer”. A ministra Margarida Balseiro Lopes defendeu que “Ou nós confiamos nas informações dadas pelas autoridades oficiais, ou não confiamos. Eu confio.” A PSP justificou a inviabilização da tela por questões de segurança dos espetadores, como a natureza inflamável dos materiais, e por as mensagens “não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa”. Salvador considera que foi “um dia negro para a cidade e para os nossos adeptos” e que decorrem “investigações dentro da polícia para perceber o que se passou”, acreditando que “se fosse hoje, a PSP teria feito as coisas de outra forma”.

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