A recente vitória do Braga sobre o Vitória de Guimarães (3-2), na 23.ª jornada da Liga, foi um encontro de intensa rivalidade e reviravoltas no marcador. Entre os protagonistas, Rodrigo Zalazar e Carlos Vicens partilharam as suas perspetivas sobre o jogo, as emoções e os desafios enfrentados. A partida marcou um momento de superação para o médio uruguaio e uma análise cuidada por parte do técnico.
Rodrigo Zalazar, em declarações à SportTV, não escondeu a importância da vitória, especialmente após a final da Taça da Liga. “A derrota na Taça da Liga foi muito dura para nós, especialmente para mim que bati o penálti no fim e falhei. Mas felizmente o futebol dá sempre segundas oportunidades e hoje conseguimos ser melhores. Os dérbis são sempre muito complicados. Soubemos sofrer e estes três pontos dão-nos força para o futuro”, afirmou. O jogador fez questão de sublinhar o seu apego ao clube: “O amor que eu tenho por este clube, o que sinto por esta camisola, estou muito feliz aqui. Se caiu mal a alguém, peço desculpa, não era essa a minha intenção e temos de estar juntos para o que vem a seguir.” Esta declaração de Zalazar reflete não só o seu profissionalismo, mas também a paixão que o une à equipa, demonstrando que o seu desempenho em campo é impulsionado por um sentimento genuíno pelo clube.
Já Carlos Vicens, treinador do Braga, mostrou-se satisfeito com o triunfo, embora reconhecendo que faltou algum controlo na partida, algo que a equipa costuma apresentar em casa. “Foi um jogo com menos controlo do que costumamos ter em casa. Mudamos algumas dinâmicas e na primeira jogada seguinte sofremos um golo que não podemos sofrer. Conseguimos fazer um grande golo e tivemos mais duas oportunidades para aumentar a vantagem. Na segunda parte, numa jogada de mérito do adversário, chegaram ao empate. Aí a equipa estava forte mentalmente e conseguiu o terceiro golo. Temos de melhorar, mas estou contente com a energia que a equipa mostrou e por ter conquistado os três pontos”, analisou. Acrescentou ainda: “Acho que nos faltou alguma qualidade na nossa saída, quer tivéssemos superioridade no meio-campo ou não. Houve mérito do Vitória, mas faltou qualidade nossa. Quando conseguíamos levar a bola ao Zalazar ou ao Horta, conseguíamos criar oportunidades de golo.”
O técnico abordou ainda a questão das tarjas de apoio aos adeptos: “Havia uma vontade tremenda dos nossos adeptos em apoiarem. Os adeptos trabalharam imenso na tela para darem um apoio especial à equipa num jogo especial como o dérbi [do Minho]. Estas situações [proibição da exibição de uma tarja de apoio ao Braga pela PSP] podem retirar adeptos dos estádios. Um dérbi é uma festa do futebol. Este desporto é um espetáculo, porque há pessoas que o querem ver.” Vicens concluiu a sua análise frisando que o acerto foi crucial: “Tivemos mais acerto [do que nos outros dois jogos com o Vitória]. Voltámos a ter maior produção ofensiva. A final da Taça da Liga [derrota por 2-1 do Braga, em Leiria] foi o jogo em que fomos mais superiores. Hoje, não tivemos tanto controlo como nesse jogo, mas merecemos ganhar.”