Após a surpreendente eliminação do Sp. Braga da Taça de Portugal frente ao Fafe, as reações começaram a chegar, destacando a gravidade do resultado. António Salvador, presidente do Sp. Braga, expressou o seu desagrado com a performance da equipa. “Hoje tenho que vir aqui dar a cara, pedir desculpa aos nossos sócios. Já o transmiti no balneário, aos jogadores, staff e equipa técnica. Hoje, foi mais do que perder uma eliminatória. Representou isso para o nosso clube. Tudo aquilo que deveríamos dar, demos praticamente zero,”
afirmou Salvador.
O líder dos bracarenses continuou a criticar a falta de empenho, ilustrando o sentimento de frustração. “Há uma coisa inegociável neste clube: a vontade, o crer, a ambição e orgulho de vestir este emblema. Nada disso fizemos hoje. Os jogadores têm consciência disso, a equipa técnica tem consciência disso. É um dia triste que não honrou o nosso emblema nem os nossos sócios. O que transmiti aos jogadores é que somos todos responsáveis, inclusive eu.”
A Necessidade de Mudança
O que ficou claro das palavras de Salvador é a necessidade de uma mudança de atitude, sobretudo numa fase crítica da época. “Infelizmente, no meio de uma época, temos duas competições pela frente, porque já saímos de duas. A nossa época vai começar amanhã para as duas competições que temos. Daqui para a frente quem não tiver estas premissas não vai ter lugar no clube. As minhas desculpas aos nossos sócios e adeptos, não mereciam nada disto.”
Essa declaração sublinha a urgência de um novo enfoque por parte da equipa bracarense, que se encontra num momento decisivo da temporada. A pressão sobre os jogadores aumentará na busca por uma nova identidade e por um desempenho que possa reverter a situação atual.
Sucesso do Fafe
Por outro lado, Mário Ferreira, treinador do Fafe, não poderia estar mais satisfeito com a realização do seu plano de jogo. Ele comentou: “Fizemos um jogo competente. Na parte final, a faltar dez ou quinze minutos, sofrendo um golo podíamos estar sujeitos, sendo uma equipa da Liga com qualidade, a sofrer. O foco estava no plano estratégico. Levamos o jogo de uma forma equilibrada.”
Ferreira também elogiou o ambiente vivido no estádio, que considerou digno de uma liga profissional: “O que se viveu aqui hoje não é de um clube de Liga 3. Este ambiente é de ligas profissionais.”
Isto revela o grande impacto que a vitória teve não apenas para a equipa, mas para a cidade e seus adeptos.
Golo Históricos
João Santos, avançado do Fafe, também comentou sobre a importância da vitória, afirmando que foi “certamente um dos golos mais especiais da minha carreira, contra uma equipa da Liga, e carimbando a passagem a uma meia final. Hoje fizemos história, é especial.”
O jogador sublinhou a necessidade da equipa de aproveitar as oportunidades em contra-ataque e a energia dos adeptos para assegurar a vitória.
A vitória do Fafe não só faz parte da sua história, como também serve de exemplo de superação e determinação. O compromisso da equipa em honrar o nome do clube foi evidente, e os adeptos foram fundamentais neste processo.
Reflexões no Sp. Braga
O Fafe celebrou uma vitória que ecoará na história do clube, enquanto no Sp. Braga as reflexões sobre o futuro começam a ganhar forma. A mensagem de António Salvador é clara: “quem não tiver estas premissas não vai ter lugar no clube.”
Esta declaração ecoa o compromisso necessário para a recuperação da equipa e um desempenho que honre a história do clube.
As palavras do presidente sublinham a necessidade de cada jogador e membro da equipa técnica compreender o seu papel e a responsabilidade que carregam, especialmente em momentos de adversidade. O foco agora deve ser na reconstrução e na determinação para enfrentar os desafios que se avizinham.