Atos de violência voltam a assombrar o futebol português

  1. Duarte Gomes, ex-árbitro e comentador de arbitragem, alertou para o perigo da violência no futebol português
  2. Novo incidente violento no jogo entre Caçadores das Taipas e Arões, com agressão ao árbitro Ricardo Ferreira
  3. Marco Pinto, guarda-redes, negou agressão ao árbitro, dizendo ter apenas tentado intimidá-lo

Mal se tinham passado sete dias desde que o antigo árbitro Duarte Gomes alertou para o perigo da violência no futebol, eis que novos incidentes graves voltaram a acontecer. “Nem sete dias passaram para o cenário repetir-se com gravidade, em vários pontos do país,” lamenta Gomes.

O ex-juiz, atualmente comentador de arbitragem, explica que o regresso aos estádios ainda não é seguro: “Há sempre o risco de alguém mais exaltado dizer (ou fazer) o que não quer ou contagiar outros no mesmo sentido. Há sempre o risco de levar uma cuspidela na cara, um empurrão sem querer, um coro de insultos ou um chega para lá, ao jeito de pequena agressão disfarçada de encontrão casual.”

Incidentes violentos no fim-de-semana

Apesar dos apelos à calma, a violência voltou com força este fim de semana. “O que aconteceu este fim de semana em vários recintos foi mais uma vez inenarrável e devia merecer forte repressão,” critica Duarte Gomes. No jogo entre Caçadores das Taipas e Arões, o árbitro Ricardo Ferreira foi agredido por um jogador, tendo abandonado o relvado.

Sobre este incidente, o guarda-redes Marco Pinto negou ter agredido o árbitro, assumindo ter partido em direção a Ricardo Ferreira com “a intenção de o intimidar”, mas frisando que a agressão que lhe apontam foi apenas uma tentativa de agressão.

Sanções insuficientes

Para Gomes, este tipo de discriminação é inaceitável: “Quem bate ou tenta bater, quem magoa ou tenta magoar, quem coage, insulta e ameaça recorrentemente terceiros, nunca mais devia pôr um pé que fosse num campo, pavilhão, ringue ou pista.” O ex-árbitro defende “Banimento definitivo, sem apelo nem agravo” para estes casos.

Infelizmente, o comentador nota que tal não acontece, lamentando que “a maioria das sanções são inferiores ao expectável” e que “muitos desses bárbaros, ora mascarados de adeptos, ora de outra coisa qualquer, continuam a regressar aos recintos desportivos.”

Apelos à ação

Gomes apela a uma ação concertada das autoridades e instituições do futebol português para combater este flagelo: “A arbitragem, as associações de futebol, a FPF, a Liga, as autarquias, as escolas e sobretudo os clubes têm o dever e a obrigação moral de educarem as suas pessoas com ações de sensibilização constantes.”

O ex-árbitro termina com um desabafo: “Não consigo aceitar que o meu futebol, o meu país, ainda não tenham conseguido mitigar este flagelo que ameaça uma das mais nobres atividades que temos.”

Dário Essugo: a subida meteórica de um talento no Sporting

  1. A ascensão de Dário Essugo no Sporting foi mais rápida do que a de Cristiano Ronaldo
  2. Dário Essugo fez parte da seleção nacional de sub-15 aos 14 anos
  3. Dário Essugo foi um dos melhores jogadores de uma geração com grandes talentos como Mateus Fernandes e Youssef Chermiti
  4. O último jogador a percorrer um caminho similar a Dário Essugo no Sporting foi William Carvalho

Benfica expande fronteiras e Sporting celebra novo contrato

  1. Bernardo Faria de Carvalho: (Quero que o próximo Pulisic saia de uma escola de futebol do Benfica)
  2. Abertura de academia do Benfica na Flórida
  3. Guilherme Muller: Portugal continua a ser a principal fonte de talentos do Benfica, mas é preciso procurar noutro lugar
  4. Rui Costa: O Benfica Campus é estratégico para a afirmação do clube

Manchester United interessado em Gonçalo Inácio

  1. Sporting fixa preço mínimo de 45 milhões de euros por Gonçalo Inácio
  2. Inácio tem 14 internacionalizações por Portugal e 2 golos marcados
  3. Dortmund demonstrou interesse em Inácio em janeiro
  4. Cláusula de rescisão de Inácio é de 60 milhões de euros

Ronaldo Fenómeno relembra entrada mais dura da sua carreira

  1. Entrada mais dura que Ronaldo Fenómeno sofreu foi em jogo do Cruzeiro contra o Benfica em 1993
  2. Ronaldo tinha apenas 16 anos na altura
  3. Defesa do Benfica Kenedy fez a entrada arrepiante, e não Mozer
  4. Árbitro apenas mostrou cartão amarelo ao defesa português