O Boavista manifestou surpresa com o anúncio do leilão do Estádio do Bessa, num momento em que negociava soluções para a recuperação do clube. “Importa dizer com clareza: estando o Boavista Futebol Clube em processo de liquidação, a possibilidade de venda de ativos não é, por si só, ilegítima. No entanto, para que essa venda se concretize, o processo terá de ser levado até ao fim, e é precisamente isso que esta direção tudo fará para evitar”, declarou o presidente Rui Garrido Pereira.
A claque Panteras Negras também reagiu, anunciando medidas judiciais para travar a venda. “Não aceitamos assistir passivamente ao fim do clube”, garantiu o líder Nuno Fonseca, classificando a situação como “uma luta pela sobrevivência”. A SAD do Boavista, por sua vez, reiterou o “total compromisso com a defesa dos interesses da instituição”, prometendo um “acompanhamento responsável” da situação.
O leilão, com valor base de 38 milhões de euros, ocorre num contexto de dívidas superiores a 150 milhões. O Estádio do Bessa, símbolo do clube, pode ser perdido, mas a direção e os adeptos garantem que farão de tudo para evitar esse desfecho. “Esta não é apenas uma batalha jurídica, mas uma luta pela sobrevivência”, reforçou Nuno Fonseca, num apelo à união da massa associativa.