Boavista enfrenta grave crise financeira e mudanças na direção

  1. Data do requerimento: 24 Fevereiro 2026
  2. Dívidas superiores a 150 milhões de euros
  3. Donativos de Gérard López entre 50 e 55 mil euros
  4. Valor de 54.180 euros recebido em fevereiro

No dia 24 de fevereiro de 2026, a Administradora de Insolvência (AI), Maria Clarisse Barros, apresentou um requerimento ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, revelando a grave situação financeira do Boavista. A Direção do clube falhou em cumprir os prazos acordados na Assembleia de Credores, comprometendo o funcionamento da instituição. A falta de pagamento de 54.180 euros mensais para despesas correntes e uma prestação de 96 mil euros para regularizar dívidas, que venceu em 10 de fevereiro, levou a uma intervenção drástica na liderança do clube.

Com a incapacidade da Direção atual de garantir os montantes necessários, a Administradora preparava-se para iniciar os trâmites que culminariam no encerramento definitivo do clube, incluindo a suspensão das modalidades amadoras e o encerramento das instalações. Contudo, a situação mudou graças a uma intervenção do acionista maioritário da SAD, Gérard López, que prometeu donativos entre 50 mil e 55 mil euros mensais, assegurando assim que o Boavista pudesse continuar as suas operações e que as modalidades amadoras não fossem descontinuadas.

Intervenção e Decisões Cruciais

A intervenção de Gérard López evitou um encerramento imediato, já que a AI confirmou o recebimento do valor de 54.180 euros necessário para o mês de fevereiro. Assim, foi suspensa a decisão de fechamento, uma vez que manter o clube em funcionamento proporcionava maior visibilidade e segurança ao complexo desportivo. A gravidade da situação levou à destituição da Direção sob a liderança de Rui Garrido Pereira, com a AI assumindo o controle total da gestão do clube. Essa decisão mostrou-se necessária devido ao histórico de falhas na gestão e à situação de insolvência que o Boavista enfrenta, com dívidas superiores a 150 milhões de euros.

Além disso, a intervenção na gestão não só salvou o clube de um encerramento iminente, como também possibilitou a continuidade das atividades amadoras. Com o controle agora nas mãos da Administradora de Insolvência, fica a dúvida sobre como será o futuro do Boavista. Já tem sido delineada uma operação para leiloar imóveis do clube, incluindo um apartamento T1 duplex, uma loja e 28 lotes de garagem, o que pode gerar as receitas necessárias para equilibrar as contas. No entanto, com a falta de uma equipa de futebol sénior e a problemática da integração na competição, o futuro ainda se apresenta nebuloso para os adeptos e seguidores do clube.

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