Uma despedida emocional no Etihad Stadium
O adeus de Bernardo Silva ao Manchester City foi marcado por uma carga emocional profunda, transformando a despedida no Etihad Stadium num momento de pura vulnerabilidade. O médio português, conhecido pela sua discrição, não conseguiu conter as lágrimas ao dirigir-se aos adeptos, num discurso onde deixou claro o impacto do clube na sua vida.
“É difícil pôr em palavras o meu sentimento pelo Manchester City, por vocês. Nunca mais vou sentir o mesmo amor na minha vida. Duvido muito que volte a ter o amor que recebi por parte deste clube e dos adeptos. Todas as memórias que temos juntos, com os meus irmãos, com os adeptos, com o staff… Isto é uma família. Vai ser para sempre uma família e estou muito agradecido”, confessou o jogador.
A relação especial com Pep Guardiola
A ligação especial estendeu-se também à figura de Pep Guardiola, que viu no português mais do que um atleta, mas um filho do futebol
. A reciprocidade do carinho foi evidente nas palavras de Bernardo, que elevou o técnico espanhol ao patamar máximo de influência na sua carreira.
“Ele é o melhor de sempre. É o meu pai do futebol”, afirmou o internacional português, justificando a profundidade dessa relação: “Ganhar tanto e partilhar tantas memórias fantásticas ajuda a criar este tipo de conexões. É uma pessoa especial para mim”.
A rivalidade histórica com o Liverpool
Para além do lado afetivo, Bernardo Silva aproveitou a sua despedida e a posterior entrevista à DAZN para analisar a vertente competitiva dos seus anos na Premier League, focando-se especialmente na luta pelo trono com o Liverpool. O jogador recordou a hegemonia do City durante a sua passagem e a intensidade desses confrontos.
“Oito épocas, ainda não acabou a minha nona. Portanto, em oito épocas, o Manchester City ganha seis e o Liverpool ganha duas. Portanto, eu não consigo comparar a nossa rivalidade, se calhar agora a malta mais nova, agora, nos próximos anos, vai ser diferente. Estou a falar da minha experiência. Eu não consigo comparar a minha rivalidade com o Arsenal, com a do Liverpool, porque para mim os nossos rivais sempre foram o Liverpool. Oito, seis, dois, e o Liverpool chegou a três finais da Champions e sempre foi a equipa que competiu connosco”, explicou Bernardo Silva.
O futuro da liga e o legado deixado
Terminando a análise sobre os adversários que marcaram a sua trajetória, Bernardo reconheceu a dureza e a qualidade do nível apresentado pelos Reds, enquanto projetava o futuro da liga com a ascensão de novos rivais.
“E, portanto, essa rivalidade foi uma rivalidade muito dura. Foi uma rivalidade que foi espetacular, que eu vou sempre relembrar e que nós nos orgulhamos muito de a ter tido com eles. E agora chega, já nos meus últimos anos, agora se calhar para o resto da malta vai ser a grande rivalidade, esperemos que sim, chega o Arsenal a crescer, em que principalmente este ano tem a oportunidade de ganhar títulos importantes”, concluiu o médio, que deixa a equipa com um palmarés invejável que inclui seis ligas e uma Liga dos Campeões.