Bernardo Silva despede-se do Manchester City e revela mágoa do Benfica

  1. Bernardo Silva deixa o Manchester City após nove temporadas.
  2. Mágoa da formação no Benfica por não ser "grande nem forte".
  3. Revela admiração por Guardiola e o Barcelona de "pequenos jogadores".
  4. Tornou-se o jogador com mais jogos no City.

Bernardo Silva, prestes a deixar o Manchester City após nove temporadas vitoriosas, concedeu uma entrevista de despedida na qual revelou detalhes marcantes do seu percurso, incluindo uma mágoa profunda dos tempos de formação no Benfica. O internacional português, que se prepara para um novo desafio na carreira, expressou a sua gratidão aos Citizens e a transformação do seu sentimento clubístico.

O médio de 31 anos, que sempre foi um confesso benfiquista, admitiu que os anos passados em Manchester mudaram a sua perspetiva. “Quando cheguei de Portugal era adepto do Benfica, mas agora posso dizer com toda a certeza que os meus sentimentos por este clube são muito, muito fortes. Vou apoiar o Manchester City para o resto da minha vida”, confessou, revelando a forte ligação emocional que criou com o clube inglês. A decisão de partir, segundo ele, prende-se com múltiplos fatores. “Está na altura destes jogadores mais novos terem o seu momento e, para mim, pessoalmente, é uma oportunidade de ficar mais perto da minha família. Já estou longe há muito tempo e quero estar um pouco mais perto deles”, explicou. Além da família, o jogador busca novos horizontes: “Também quero um novo desafio. Apesar de adorar o clube de futebol e de ter adorado os nove anos que passei aqui, sinto que é o momento certo para encarar um novo desafio na minha vida.”

Bernardo Silva não esqueceu os tempos de formação no Benfica e a desconfiança que enfrentou. “Eu estava no Benfica, nos anos da formação, e não jogava porque achavam que eu não era suficientemente grande nem forte”, recordou. No entanto, dessa dificuldade surgiu uma inesperada fonte de inspiração: as equipas de Pep Guardiola no Barcelona. “Muito antes de chegar ao City, o Pep já era uma inspiração porque, quando treinava o Barcelona, tinha aquela equipa com jogadores pequenos, como Xavi, Iniesta, Messi ou Pedro. Olhava para aquela equipa e pensava: estes jogadores também não são grandes nem fortes. Se eles conseguem, talvez um dia eu também consiga”, revelou. Esta memória serve agora de reflexão sobre o caminho percorrido: “Há 15 anos estava numa situação complicada, sem jogar no Benfica porque as pessoas não acreditavam em mim por causa do meu tamanho. Agora, ser o jogador com mais jogos nesta equipa torna tudo verdadeiramente especial.”

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