Benfica pode vetar entrada de investidor Tim Leiweke na SAD

  1. Benfica pode vetar entrada de Tim Leiweke
  2. Preocupação: participações noutros clubes europeus
  3. Artigo 13.º dos estatutos confere direito de veto
  4. 2021: John Textor travado pelo Artigo 13.º

O Benfica está a considerar inviabilizar a entrada do investidor norte-americano Tim Leiweke no capital da sua SAD, segundo informações avançadas pela agência Bloomberg. A preocupação central prende-se com as participações que o empresário detém noutros emblemas europeus, o que levanta questões sobre possíveis conflitos de interesse e a independência do clube encarnado.

Representantes do Benfica já terão alertado a equipa de Leiweke para a possível ativação do Artigo 13.º dos estatutos da SAD. Este artigo confere à Direção o direito de veto sobre aquisições de capital superiores a dois por cento, um mecanismo que pode ser utilizado quando se entende que um investidor possui interesses concorrentes capazes de colidir com a integridade do clube. A alínea a) do ponto 3 do referido artigo estipula que a aquisição, direta ou indireta, de mais de 2% do capital social por uma entidade concorrente exige aprovação.

Esta não seria a primeira vez que o Benfica recorre a este Artigo 13.º. Em 2021, o clube utilizou o mesmo mecanismo para chumbar a intenção de John Textor, outro investidor norte-americano, que pretendia adquirir 25 por cento da SAD. Na altura, Textor detinha cerca de 40 por cento do Crystal Palace. O plano de Tim Leiweke visava adquirir a percentagem de 16,4 por cento atualmente detida por José António dos Santos, o maior acionista privado da Benfica SAD. A operação seria concretizada através do seu fundo de investimento, o Entrepreneur Equity Partners, cuja estratégia passa por construir uma rede de participações minoritárias em clubes europeus. Contudo, os investimentos do empresário, como a sua recente entrada no Veneza (onde assumiu o cargo de copresidente do comité de operações e a sua filha, Francesca Bodie, foi nomeada presidente), acenderam as luzes de alerta na Luz. A política de multiclubes de Leiweke é vista com desconfiança pela estrutura da Benfica SAD, que receia que tal estratégia possa comprometer a autonomia e independência do clube.

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