Temporada Invicto e Terceiro Lugar: O Paradoxo do Benfica em 2025/2026

  1. Benfica invicto mas em 3º lugar
  2. Falha qualificação Liga dos Campeões
  3. Menos receitas da Champions: 20 milhões
  4. Investimento de 40 milhões em reforços

O Benfica concluiu a temporada 2025/2026 da Liga portuguesa de forma inédita e paradoxal: apesar de ter terminado o campeonato invicto, igualando a pontuação da época anterior (80 pontos), a equipa ficou num surpreendente terceiro lugar, falhando, pela primeira vez em 18 anos, a qualificação para a Liga dos Campeões. Este cenário levanta questões sobre a performance global do clube, que, apesar de não ter sofrido derrotas no campeonato, registou uma quebra significativa em várias estatísticas cruciais, assemelhando-se a uma realidade alternativa para os seus adeptos.

A análise comparativa com a temporada anterior (2024/2025) revela a dimensão da quebra de rendimento. O Benfica somou menos vitórias (23 contra 25) e, crucialmente, mais do dobro dos empates (11 contra 5). Esta menor capacidade de converter empates em vitórias foi determinante para a descida na tabela. Adicionalmente, a equipa marcou menos dez golos (74 contra 84) e sofreu mais três (28 contra 25), demonstrando um desequilíbrio tanto na frente de ataque como na consistência defensiva. Estes dados estatísticos explicam o porquê de 80 pontos valerem um segundo lugar em 2025 e apenas um terceiro lugar em 2026, com impacto direto na qualificação europeia do clube, que, para aceder à fase regular da Liga Europa, depende agora da vitória do Sporting sobre o Torreense na final da Taça de Portugal.

A quebra de rendimento não se limitou ao campeonato nacional, estendendo-se às restantes competições. O Benfica não conseguiu reeditar os sucessos da época anterior, falhando as finais da Taça da Liga (que havia conquistado em 2025) e da Taça de Portugal, esta última perdida para o Sporting. Na Liga dos Campeões, a performance também foi inferior, passando dos oitavos de final em 2024/2025 para uma eliminação no play-off nesta temporada. Consequentemente, os proveitos financeiros da participação na competição europeia sofreram uma redução de quase 20 milhões de euros, caindo de 71,4 milhões de euros para 53,1 milhões de euros. Este declínio ocorreu apesar de o clube ter investido mais 40 milhões de euros em reforços e ter refreado o ímpeto nas vendas, que renderam menos 155 milhões de euros de um ano para o outro. No futebol moderno, onde os resultados em campo são preponderantes, a performance do Benfica de mais a menos nas últimas duas épocas reflete que, por vezes, a invencibilidade não garante o sucesso final.

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