A Benfica SAD alcançou um sucesso notável no mercado financeiro, com o seu mais recente empréstimo obrigacionista a captar 65 milhões de euros. Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD, expressou a sua satisfação com o resultado, afirmando: “É um empréstimo que classificamos como um grande sucesso, de equilíbrio entre aquilo que era a procura e a taxa oferecida. É a quarta maior procura absoluta num empréstimo obrigacionista do Benfica. Temos mais investidores do que no ano passado [acima dos 4.800]. É a primeira emissão a cinco anos de uma sociedade anónima desportiva neste mercado em Portugal. Fizemos um esforço deliberado de estender a maturidade dos empréstimos obrigacionistas e sabíamos que estávamos a navegar em águas ainda não navegadas, correu bastante bem. Queria também destacar a taxa [de juro], estamos a falar de uma taxa de 4.64” (Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD).
O sucesso da operação foi tal que a procura superou a oferta em 1,36 vezes, atingindo os 88,1 milhões de euros, o que levou a um aumento da oferta inicial de 40 milhões para os 65 milhões de euros. Nuno Catarino explicou que “A razão do aumento de 40 para 65 milhões foi, claro, para responder à procura. É um empréstimo que nos permite fazer uma gestão maior da liquidez, podemos reduzir dívida de curto prazo e fazer alguma troca por dívida de médio/longo prazo. Ou seja, não é uma operação que tenha impacto na dívida líquida [do Benfica], que nos permitirá mais alguma estabilidade. É importante que com a liquidação deste empréstimo vamos passar de emissões anuais para emissões de dois em dois anos, a próxima será em 2027 e depois em 2028. É uma estratégia deliberada de aumento de prazo. Não termos essa pressão em 2028, ano da centralização dos direitos televisivos, também é importante” (Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD).
Relativamente à eventualidade de não participar na Liga dos Campeões e suas consequências, o CFO da Benfica SAD tranquilizou os presentes. “Sobre a Liga dos Campeões não entendo, o nosso plano é participar na Liga dos Campeões, mantém-se como o plano, é para isso que trabalhamos sempre. Numa eventualidade de tal acontecer, teríamos de fazer reajustes, como sempre se fez no passado. O Benfica não tem esse histórico recente. Não precisou de fazer reajustes, se for preciso, fará. São coisas diferentes, como se faz o reajustamento… que tipo de plantel é que se prepara e o planeamento que fazemos para a época e para a época, em função das competições, mas não tem muito a ver com esta emissão. Esta emissão tem mais a ver com o financiamento da SAD a longo prazo. O presidente não pôde estar por uma questão pessoal de última hora” (Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD), concluiu Nuno Catarino, reforçando a confiança na gestão financeira do clube, que pretende reduzir as emissões anuais de dívida. Acrescentou ainda que “O objetivo deste empréstimo é uma parte para pagar o anterior, outra de reforço de liquidez, expansão de prazos, não tem nada a ver com algo que se passa no final da época, mas sim com o plano da sociedade. Comprar e vender jogadores é a realidade de todos os clubes, todos os anos. Faremos num e noutro cenário” (Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD).