Diana Silva celebra hexacampeonato do Benfica com "sabor especial"

  1. Benfica conquista hexacampeonato nacional feminino 2025/26.
  2. Diana Silva marcou golo decisivo na vitória.
  3. Diana Silva: "sou benfiquista e desde pequenina".
  4. Ivan Baptista, treinador, foi "banho da praxe".

A recente conquista do hexacampeonato nacional de futebol feminino pelo Benfica tem um significado particular para a internacional portuguesa Diana Silva. Após a vitória em Braga que selou o título de 2025/26, Diana Silva, autora de um golo decisivo, partilhou a sua alegria e o sentimento único que rodeia esta vitória. “Tem um sabor especial para mim porque sou benfiquista e desde pequenina tive o sonho de celebrar com o clube do meu coração. Não o posso esconder”, afirmou, sublinhando a sua ligação pessoal e emocional ao clube.

A época foi marcada por desafios, mas a perseverança da equipa prevaleceu. Diana Silva reconheceu as dificuldades enfrentadas, mas realçou o resultado final: “É o culminar de uma época de altos e baixos, foi complicada, passámos por muita coisa, mas conseguimos o objetivo, valeu a pena”. A jogadora, de 30 anos, que trocou o Sporting pelo Benfica no início da presente temporada, já soma 10 golos e duas assistências em 20 jogos. Esta é a sua quinta faixa de campeã, tendo já celebrado quatro títulos anteriores – dois com o Ouriense (2012/13 e 2013/14) e dois com o Sporting (2016/17 e 2017/18). A sua chegada ao Benfica foi um dos pontos altos da temporada, seguindo as pisadas de Ana Borges, que também fez a transição entre os rivais há um ano, embora uma lesão grave a tenha afastado dos relvados.

Os festejos da equipa após a conquista do título foram efusivos. As jogadoras não hesitaram em celebrar com os adeptos no Estádio Amélia Morais, e a alegria estendeu-se ao balneário e à sala de imprensa. Durante a conferência de imprensa, em que o treinador Ivan Baptista falava aos jornalistas, foi surpreendido por um “banho da praxe” de água e cerveja. A sua primeira preocupação foi com o material dos jornalistas, nomeadamente os microfones. Contudo, o técnico, visivelmente divertido com a celebração, rapidamente assegurou que tudo ficaria resolvido: “Desculpem lá, nós limpamos tudo no fim”, disse Ivan Baptista, num momento que capturou o espírito descontraído e vitorioso da equipa.

Entre as 72 jogadoras que contribuíram para os seis títulos consecutivos do Benfica, sob a orientação de Luís Andrade (2020/21), Filipa Patão (2020/21 a 2024/25) e Ivan Baptista (2025/26), um sexteto distinto participou em pelo menos um encontro em cada uma das seis temporadas. A central Carole Costa, de 35 anos, foi a única jogadora a integrar o ‘onze base’ em todos os seis campeonatos, registando 7.968 minutos em 97 jogos, 91 como titular, e marcando 28 golos, muitos deles de penálti, área em que se destaca. Outros nomes proeminentes incluem Carolina Amado, com 105 jogos e 7.826 minutos, e Lúcia Alves, que acumulou 6.609 minutos. A avançada brasileira Nycole Raysla é a estrangeira com mais minutos (5.595) e mais jogos como titular (65) no sexteto, sendo a máxima goleadora com 36 tentos. A média Pauleta, desde esta época internacional lusa, soma 5.057 minutos e 13 golos, e a polivalente Christy Ucheibe, com 90 jogos e 5.005 minutos, destacou-se pela sua versatilidade e 37 entradas vindas do banco. A saída de Andreia Faria para o Al-Nassr na Arábia Saudita, após cinco títulos nacionais e 6.153 minutos, marca uma transição importante. Nomes como Kika Nazareth, com 54 golos e agora no FC Barcelona, e Cloé Lacasse, com 49 golos, também deixaram a sua marca na história do ‘hexa’. Novos talentos como Diana Gomes, Caroline Moller, Diana Silva, Carolina Tristão e Carisa Boeckmann, que se juntaram ao plantel em 2025/26, prometem dar continuidade a este legado vitorioso. A aguardada estreia de Ana Borges, que sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo na pré-temporada, permanece um ponto de expectativa para os adeptos do Benfica.

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