Repercussões da suspensão de Prestianni pela UEFA

  1. Prestianni suspenso por 6 jogos pela UEFA
  2. João Diogo Manteigas apela ao recurso do Benfica
  3. Imprensa internacional comenta sanção
  4. Sanção visa insultos homofóbicos, não racistas

A suspensão de seis jogos aplicada pela UEFA a Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, gerou uma onda de reações e análises na comunicação social internacional e por parte de um advogado português. A decisão, que se seguiu a um incidente com Vinícius Júnior, é vista com diferentes nuances, variando entre o histórico e o insatisfatório, consoante a abordagem. João Diogo Manteigas, advogado e ex-candidato à presidência do Benfica, apelou ao clube para que atuasse rapidamente face à sanção.

João Diogo Manteigas defende veementemente a necessidade de o Benfica intervir, declarando que “O Sport Lisboa e Benfica só tem um caminho neste processo: ajudar o seu atleta a apresentar recurso, urgentemente, no prazo de 3 dias (artigo 60.º e seguintes do regulamento disciplinar da UEFA)”. O advogado salienta a importância de recorrer por questões factuais e pela imagem da instituição, que considera ter sido “massacrada” após o jogo. Além disso, alerta para as consequências desportivas e financeiras da manutenção da pena, afirmando: “No plano desportivo pessoal do seu atleta, morre a possibilidade de poder estar presente no Mundial, de se mostrar ao mundo e valorizar, relembrando sempre a que clube se encontra vinculado.” Manteigas não hesita em criticar a atuação da UEFA, argumentando que a ausência de contestação significaria “pactuar com o poder político instalado há décadas em Nyon com óbvia tendência em proteger os mais fortes (entenda-se, ricos)”.

A imprensa internacional ecoou o caso com diferentes perspetivas. Em Espanha, a sanção é vista como um marco, com um jornal de Madrid a anunciar: “Histórico castigo a Prestianni.” No entanto, a mesma publicação salienta uma nuance importante, referindo que “Três desses seis jogos ficam sujeitos a um período de suspensão de dois anos, a contar da data da decisão. Isto é, Prestianni deverá cumprir três jogos de castigo de forma efetiva, desde que não reincida durante esse prazo”. Outro diário da capital espanhola acrescenta: “a UEFA castiga com seis jogos o jogador do Benfica pelos insultos a Vinícius e pede para que o castigo seja aplicado pela FIFA, o que o deixaria sem Mundial”. Um diário catalão, por sua vez, sublinha que “a suspensão tem, contudo, uma nuance importante” e que não foram provados insultos racistas, focando-se a sanção em insultos homofóbicos. A BBC, em Inglaterra, considera que o castigo pode ser interpretado como “um pouco insatisfatório”, especialmente porque “Dá a impressão de que o abuso homofóbico está a ser tratado com menos seriedade que o racismo. O que, culturalmente no futebol, sempre aconteceu”. A televisão argentina noticiou que o jogador foi castigado “com grave sanção depois do escândalo com Vinícius Júnior na Liga dos Campeões”, enquanto um diário italiano sublinha a mão “pesada” da UEFA, mas questiona a fundamentação do castigo, afirmando: “Mas o que surpreende, de certa forma, é a fundamentação: expressão homofóbica, e não racista como inicialmente declarado pelo avançado do Real Madrid.”

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