Saco Azul: Luís Filipe Vieira e outros arguidos absolvidos após 10 anos

  1. Absolvição de Luís Filipe Vieira e outros arguidos
  2. Dúvidas sobre a causa da acusação
  3. Rui Costa afirma “vitória para o Benfica”
  4. Processo Saco Azul durou uma década

Após uma longa década de espera, o Tribunal Central Criminal de Lisboa proferiu, esta quinta-feira, a sua decisão no mediático processo Saco Azul, que resultou na absolvição de todos os arguidos, incluindo o antigo presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, e outros administradores da SAD encarnada. A resolução judicial baseou-se em dúvidas substanciais sobre a acusação, conforme explicitado pelo tribunal, que apontou a impossibilidade de realizar uma perícia técnica forense eficaz devido ao tempo decorrido, o que inviabilizou determinar a autoria e a natureza das alegadas ilegalidades. O juiz sublinhou que “ficou uma grande dúvida quanto àquilo que foi feito. Somente com uma perícia técnica forense é que conseguiríamos saber quem fez o quê, quem entrou no sistema e que problemas informáticos foram criados. E agora era impossível, nesta fase de julgamento, fazer isso, volvidos 10 anos”. A questão central da dúvida judicial cingia-se, sobretudo, à legitimidade e ao formato da colaboração de José Bernardes com o Benfica, com o magistrado a declarar que “a questão tem que ver, apenas e só, com o chapéu que foi usado pelo arguido José Bernardes para fazer esses trabalhos para o Benfica. Essa é que é a grande dúvida. Há argumentos para sustentar que José Bernardes poderá ter trabalhado na [empresa] Questãoflexível para fazer trabalhos para o Benfica, mas também há argumentos contra”, realçando a ambiguidade das provas apresentadas.

A reação da atual liderança do Benfica não se fez esperar. Rui Costa, visivelmente satisfeito, manifestou-se à saída do Campus de Justiça, em Lisboa, enfatizando o alívio e a sensação de justiça. “Os benfiquistas devem estar satisfeitos. Foram 10 anos de um processo que termina hoje. Depois de 10 anos a sermos prejudicados. (…) E no desporto envolve muito mais do que só a imagem pública. (…) É uma vitória para o Benfica, mas não se pode apagar tudo aquilo que o Benfica foi prejudicado nestes 10 anos. Foi ilibado mais uma vez o nome do Benfica”. O presidente do clube da Luz reiterou a sua postura de inabalável defesa dos interesses do Benfica e a sua determinação em enfrentar quaisquer desafios que possam surgir. “Sou presidente do Benfica, não tenho de ter receio de nada”, afirmou, demonstrando uma postura de confiança e resiliência face a futuras adversidades. A absolvição coletiva representa, nas palavras de Rui Costa, não apenas um desfecho favorável, mas uma validação da integridade do clube e das pessoas envolvidas, destacando o impacto negativo que o arrastar do processo teve na imagem e performance desportiva do clube, um pormenor que “não apaga tudo aquilo que o Benfica foi prejudicado ao longo destes dez anos. Quer em termos de imagem pública, quer em termos desportivos”.

No que concerne o impacto duradouro do processo, Rui Costa fez um balanço dos prejuízos acumulados ao longo da década, tanto a nível de reputação como desportivo. “Dez anos é muito tempo, em tudo. Num processo destes, quer em termos coletivos, em nome do Benfica, quer em termos individuais das pessoas que estavam a ser julgadas, é evidente que são muitos anos. E no desporto envolve muito mais que só imagem, envolve as áreas desportivas todas, e não tenho dúvida nenhuma que o Benfica ao longo destes anos sofreu muito com isto, para se chegar a este resultado. Portanto, não posso deixar de estar muito feliz, acredito que todos os benfiquistas estão. É um processo que acaba, um processo que chega ao fim, agora é continuar a olhar para a frente”, expressou o presidente benfiquista. Consciente da importância da decisão para os adeptos, Rui Costa enviou uma mensagem de otimismo: “Que tenham sentimento de alegria, porque foi feita justiça, o nome do Benfica foi ilibado mais uma vez, em mais um processo que durou o tempo que durou; não tenho dúvidas do que foi prejudicial, em muitas áreas. É evidente que quando um clube com a dimensão do Benfica está num processo desta dimensão, a sua imagem sai prejudicada. Tira orgulho, ou mete a dúvida nos benfiquistas. Hoje devemos estar felizes, porque mais uma vez o Benfica foi ilibado. Prejudicou, sim, e de que maneira”. Sobre possíveis futuros processos, Rui Costa manteve-se firme: “Sou presidente do Benfica, não posso ter medo de nada que diga respeito ao Benfica. Cá estarei, sempre, para atuar no exercício das minhas funções. Quem está nessa posição, tem de o fazer, não tenho medo de nada. Aquilo que ouviram, foi o que ouvi: foi tudo ilibado, o Benfica foi ilibado”. A relação com Luís Filipe Vieira, segundo Rui Costa, permanece cordial, e o sentimento generalizado, não apenas seu, mas de cada benfiquista, é que a justiça foi feita, marcando o fim de “10 anos de um processo que prejudicou tremendamente o Benfica e acabou como acabou. O Benfica foi ilibado, as pessoas do Benfica foram ilibadas, e é uma grande vitória. O que se passou nos últimos anos traz um sentimento de injustiça”.

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Afonso Moreira brilha no dérbi francês frente ao PSG

  1. Afonso Moreira marcou um golo e deu uma assistência no dérbi francês.
  2. Paulo Fonseca elogiou a influência e o trabalho defensivo de Moreira.
  3. Endrick destacou a sintonia com Moreira durante o jogo.
  4. Moreira tem sete golos e dez assistências em 33 jogos.