A Chegada Inesquecível de Freddy Adu ao Benfica
Freddy Adu, antigo internacional norte-americano, abriu o livro sobre a sua carreira e as elevadas expectativas que gerou, particularmente aquando da sua chegada ao Benfica em 2007. A transição para o futebol europeu representou um choque cultural e desportivo para o jovem talento, que cedo percebeu a magnitude do clube português.
Adu recorda com vividez o momento em que a realidade do futebol europeu se tornou palpável: “Mas foi quando assinei com o Benfica, meti um pé fora do avião e, depois, entrei no terminal do aeroporto e vi, simplesmente, milhares de adeptos todos juntos lá fora, a cantar... Foi aí que se tornou real, para mim”
. Este momento inicial foi decisivo para o jogador. Ele confessou: “Foi aí que pensei 'Oh meu Deus, isto é de loucos', porque nunca tinha vivido nada como aquilo. Por isso, nessa altura, eu pensava 'Oh, wow, isto é real'. É aí que começas a pensar 'Oh, mano, tens de estar à altura, nesta equipa, agora, porque isto é de loucos'. Eu não estava à espera. Não fazia ideia”
. A comparação com a sua experiência nos Estados Unidos é notória: “Na América, quando viajas, mesmo quando és conhecido, vais a algum lado e nada daquilo acontece. Limitas-te a passar pelo aeroporto, com tudo tranquilo, chegas ao teu carro, entras e vais-te embora. Lá, eu nem sequer conseguia mexer-me um centímetro. Foi apenas... wow. O ambiente era de loucos”
, descreveu Adu.
A Paixão dos Adeptos Benfiquistas
Apesar das elevadas expectativas, a passagem de Adu pela Luz não correu como o esperado, sendo marcada por apenas 21 jogos oficiais e sucessivos empréstimos. No entanto, o impacto emocional da paixão dos adeptos benfiquistas perdura na sua memória. O ex-jogador destacou o que mais o cativou: “Os adeptos, os cânticos, o volume, a paixão... No Benfica, isso foi fantástico. Foi, simplesmente, de loucos. Só quero dizer que era exatamente como eu tinha imaginado, ou como via, na TV, quando era criança. E foi fantástico”
.
Adu reforçou ainda a emoção sentida: “Os cânticos, as bandeiras a agitar, a paixão... Oh, foi fantástico. Foi a coisa mais porreira do mundo, para mim, porque só pensava 'Não consigo acreditar que isto está a acontecer, neste momento. Isto é a coisa mais porreira'”
.