FIFA aumenta compensações para clubes e "maldição" do Mundial de Clubes afeta equipas europeias

  1. FIFA aumenta compensação para 328 milhões de euros
  2. Aumento de quase 70% face ao Mundial do Qatar
  3. Clubes europeus afetados por "maldição" pós-Mundial
  4. Benfica sentiu impacto, FC Porto exceção

A FIFA anunciou um aumento significativo no seu programa de compensação a clubes pela cedência de jogadores para os Mundiais de 2026 e 2030, totalizando 328 milhões de euros. Este valor representa um aumento de quase 70% face aos 209 milhões distribuídos no Mundial do Qatar. Este reforço do FIFA Club Benefits Programme, acordado em 2023 entre Gianni Infantino e Nasser Al Khelaifi, prevê uma compensação diária por jogador convocado, abrangendo não só a fase final, mas também os períodos de qualificação e os play-offs. Embora os valores exatos por fase ainda não tenham sido divulgados, a FIFA garante que todos os clubes com jogadores envolvidos serão recompensados, mesmo que as suas seleções não cheguem à fase final. No Mundial de 2022, cada clube recebeu cerca de oito mil euros por dia por jogador durante a fase final, valor que deverá ser superior no próximo torneio, prometendo um encaixe financeiro significativo para os clubes portugueses que contribuírem com atletas.

Paralelamente, uma aparente “maldição” tem assolado clubes europeus que participaram na primeira edição do Mundial de Clubes nos Estados Unidos. Várias equipas, como o Inter e a Juventus em Itália, Real Madrid e Atlético em Espanha, Borussia Dortmund na Alemanha, e o Chelsea e Manchester City em Inglaterra, têm enfrentado dificuldades nas suas épocas domésticas após a participação na competição. Estes clubes registaram quebras de rendimento, trocas de treinador e resultados abaixo das expectativas, evidenciando um desgaste físico e mental provocado pelo calendário apertado e pela ausência de um período adequado de recuperação. A explicação mais provável para este fenómeno reside no facto de o Mundial de Clubes ter terminado em meados de julho, deixando pouco tempo para a preparação da nova época, entre viagens, desgaste físico e a falta de férias reais.

Em Portugal, o Benfica é um dos clubes que sentiu o impacto desta “maldição” pós-Mundial de Clubes. Apesar de ainda não ter perdido no campeonato, a equipa encontra-se a sete pontos da liderança, registou saídas prematuras na Taça da Liga, na Taça de Portugal e no play-off da Liga dos Campeões. A conquista da Supertaça, em julho, foi a única campanha positiva, e tal como outros clubes afetados, o Benfica também mudou de treinador, com Bruno Lage a ser substituído por Mourinho em setembro. Em contraste, o FC Porto surge como uma notável exceção a este padrão. Os dragões têm tido uma temporada sólida, liderando o campeonato, alcançando os quartos de final da Liga Europa e as meias-finais da Taça de Portugal. A imunidade do FC Porto a este fenómeno é atribuída a uma profunda remodelação do plantel após o torneio, com a chegada de múltiplos reforços no verão e no mercado de inverno, e uma mudança na liderança técnica, com Francesco Farioli a assumir o comando da equipa após a saída de Martín Anselmi. Além do FC Porto, apenas o Bayern e o Paris Saint-Germain parecem resistir melhor ao impacto do Mundial de Clubes, possivelmente devido à profundidade dos seus plantéis e a uma menor competitividade nas suas ligas domésticas.

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