Vangelis Pavlidis: “O Benfica é o sonho de uma vida”

  1. Apostolos Mastranestis é mentor de Pavlidis
  2. Pavlidis quer ser campeão pelo Benfica
  3. Paixão de Pavlidis pelo futebol é intensa

Vangelis Pavlidis nutre um amor e dedicação inabaláveis pelo Benfica, um sentimento que o leva a querer dar tudo pelo clube. Estas revelações vêm de Apostolos Mastranestis, mentor do avançado, que tem acompanhado o jogador desde a infância. Mastranestis, que considera Pavlidis como um filho, partilhou na BTV pormenores sobre a ambição do grego em ser campeão pelos encarnados, um verdadeiro “sonho de uma vida”.

“Tem uma excelente relação com o treinador, adora o treinador, sabe o interesse que o treinador tem nele e está disposto a morrer pelo treinador e pelo Benfica. Especialmente este ano, porque ele quer ser bem-sucedido, ganhar títulos, quer ser campeão”, afirmou Mastranestis, destacando a forte ligação de Pavlidis com a equipa e o técnico. O mentor continuou a descrever a paixão do jogador: “O Benfica é maravilhoso para o Vangelis, é o sonho de uma vida. Quando soube do Benfica, ele disse-me: 'temos de ir para este clube'. Ele ama o Benfica, o staff, as pessoas, o treinador. Gosta muito de Lisboa, é como Salónica. As pessoas adoram-no, são muito calorosas. O seu sonho é ser campeão pelo Benfica”.

A relação entre Pavlidis e Mastranestis começou cedo, quando o avançado tinha apenas “quatro ou cinco anos” e era um miúdo entusiasmado, mesmo que “um pouco cheio”. “Conheci-o quando ele tinha quatro ou cinco anos. Ele veio à Academia e eu era apenas um treinador. Era muito novo e queria jogar futebol. Era um pequeno rapaz, até um pouco cheio, mas tinha muito entusiasmo no treino e desfrutava imenso. Gostava mesmo muito”, recordou Mastranestis, explicando como a amizade evoluiu: “Depois, a partir dos 11, começou a fazer treino individual comigo, porque queria realmente melhorar por si mesmo até aos 16 anos. E com 16 anos transferiu-se para o Bochum, da Alemanha. Desde os seus cinco anos que começámos uma amizade para a vida entre a minha família e a família dele. Hoje, tornou-se também parte da minha família. Ele não é apenas um amigo ou atleta meu. Ele é família”.

Mesmo nos momentos de menor sucesso, quando os golos não aparecem, Mastranestis procura sempre apoiar Pavlidis e realçar a sua importância para a equipa. “Nos dias mais difíceis, quando não marca, tento fazê-lo ver o quanto ele trabalha para a equipa, para os colegas. Ele corre muito. Mesmo nesses dias em que não marca é muito importante para a equipa. Tenho a certeza de que quer muitos, muitos golos, mas quando não consegue tento convencê-lo do quão é importante para a equipa”, revelou o mentor, sublinhando o trabalho e a dedicação do jovem. Esta mentalidade é fruto de anos de esforço, como descreveu Mastranestis: “Desde os 11 anos de idade, quando começámos a fazer trabalho individual, foi só trabalhar, trabalhar, trabalhar, lutar, lutar, lutar. Ele tinha o sonho de se tornar jogador profissional. Por isso, penso que foi bem-sucedido. Ele é muito humilde. Trabalha todos os dias no duro. Nunca desiste, é um grande lutador. E quer sempre atingir o maior patamar possível na sua carreira.”

A paixão de Pavlidis pelo futebol é tão intensa que, mesmo enquanto jogador do Bochum, demonstrou uma “loucura” e motivação ímpares. Mastranestis recordou um episódio em que Pavlidis, durante um fim de semana em Salónica, “foi ver um jogo da Academia. Ao intervalo, estávamos a perder 2-0 e ele disse que queria jogar. Mas era jogador do Bochum, não poderia correr o risco de se lesionar. Mas ao intervalo foi buscar um equipamento de um colega, jogou, marcou três golos e ganhámos 3-2. É louco, tem grande motivação”. Esta anedota ilustra bem o “amor por tudo no futebol” que caracteriza o avançado. A ligação entre mentor e jogador continua forte, com Mastranestis a visitar Lisboa frequentemente para acompanhar Pavlidis, com quem fala “todos os dias”, discutindo jogos, treinos e prestando apoio psicológico, treinamos focados na finalização ou aspetos em que possa precisar. E, em tom de brincadeira, revela a confiança cega do avançado: “Já me disse: 'se me mandar saltar do 4.º andar, eu salto. Porque sei que será para melhorar a minha capacidade de salto e não para me suicidar'. Ele é maluco! Mas eu adoro-o como aos meus filhos”.

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