O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) negou o recurso apresentado por Mário Branco, diretor-geral do Benfica, mantendo a suspensão de 68 dias e a multa de 8 415 euros impostas pelo Conselho de Disciplina da FPF. As sanções foram aplicadas na sequência de insultos e ameaças dirigidas ao árbitro Gustavo Correia e ao VAR João Bento durante o encontro entre Benfica e Casa Pia, a 9 de novembro de 2025, no Estádio da Luz.
Segundo o relatório de Gustavo Correia, Mário Branco proferiu as seguintes palavras: “Honra as insígnias que tens ao peito, és uma vergonha do c...! Vou rebentar contigo e com o João Bento que era o VAR! Podes ter a certeza que eu vou rebentar-te todo, olha o que eu te digo! Não vales m... nenhuma, nem tu nem ele! Palhaços do c..., é uma vergonha, o que nos fizeram aqui hoje foi uma vergonha”.
Mário Branco admitiu que as suas expressões foram 'incorretas e inapropriadas', mas considerou as sanções 'manifestamente desproporcionais, injustas e irrazoáveis à luz do princípio da culpa'. No entanto, o TAD considerou que as sanções aplicadas ficaram 'claramente mais perto do limite mínimo do que do limite máximo', tendo o dirigente já beneficiado de uma redução de um quarto das sanções por bom comportamento. O Tribunal Arbitral do Desporto julgou assim improcedente o recurso do diretor-geral do Benfica.
Para além da manutenção do castigo, Mário Branco terá ainda de arcar com as custas do processo, que ascendem a 30.000 euros. A decisão do TAD confirma, deste modo, a sanção inicial imposta pelo Conselho de Disciplina da FPF, culminando um processo disciplinar referente a incidentes ocorridos na 11.ª jornada da I Liga.