Freddy Adu reflete sobre a carreira e o Benfica: "Tomaria decisões diferentes"

  1. Freddy Adu estreou-se na MLS aos 14 anos.
  2. Chegou ao Benfica em 2008, custando 14 milhões de euros.
  3. Fez 21 jogos e marcou 5 golos pelo Benfica.
  4. Ronaldo ofereceu ajuda e conselhos a Adu em 2006.

Freddy Adu, outrora aclamado como o novo Pelé e promessa do futebol norte-americano, abriu o coração em uma entrevista recente ao Mirror US Sports, partilhando os seus arrependimentos sobre a sua carreira, em particular a sua chegada ao Benfica. O extremo, que se estreou na MLS com apenas 14 anos, recorda o impacto da mudança para Portugal e as decisões que, hoje, tomaria de forma diferente.

“Não fazia ideia do que me esperava. Quando cheguei a Lisboa o aeroporto estava cheio de adeptos do Benfica, nunca tinha vivido nada assim. Não conseguia passar, fiquei surpreendido. Eles abraçaram-me e cantavam”, recordou Adu, referindo-se à sua chegada em 2008. No entanto, a euforia inicial rapidamente deu lugar à dura realidade do futebol europeu. O jogador, que custou 14 milhões de euros ao Benfica em 2007, fez apenas 21 jogos e marcou cinco golos pelos encarnados, sendo posteriormente emprestado a clubes como Monaco, Belenenses, Aris e Caykur Rizespor, antes de regressar à MLS em 2010. “Sabendo o que sei hoje, não tomaria essa decisão. Quando és jovem, precisas de jogar para ganhar experiência. Por isso, tomaria decisões diferentes”, lamentou o antigo internacional norte-americano.

Adu, que se retirou em 2020, admitiu que a pressão de ser apontado como a grande esperança do futebol dos EUA pesou na sua carreira. “Foi muito emocionante, mas mentiria se não dissesse que também havia imensa pressão. Eu sabia que aquelas pessoas todas iam ver os jogos porque tinham ouvido falar daquele miúdo de 14 anos que era suposto ser um fenómeno”, afirmou Adu, acrescentando que “havia tanta expectativa e a MLS queria promover a liga. Era ingénuo, mas não ia dizer que não.” O ex-jogador, que hoje trabalha com jovens promessas, deixou um conselho valioso: “Diria para ficarem e ganharem o máximo de experiência na MLS, fiquem um pouco mais de tempo, não se apressem a ir para o estrangeiro. Sei que é tentador ir jogar para o estrangeiro, sobretudo na Champions, mas tenham paciência.” Adu também recordou um encontro marcante com Cristiano Ronaldo durante um período de testes no Manchester United, em 2006. “O Ronaldo fez-me sentir confortável enquanto lá estive. Esforçou-se para falar comigo e ofereceu-me ajuda. 'Ei, se precisares de alguma coisa, avisa, gostava de te levar a sair'. Tinha treinado com os sub-21 e ele, ao sair de carro depois do treino da equipa principal, parou, baixou o vidro e falou comigo. Fomos jantar e deu-me conselhos. As pessoas não o conhecem como pessoa, apenas o veem como o Ronaldo da televisão”, revelou Adu, sublinhando a humanidade de Ronaldo.

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