João Manteigas, antigo candidato à presidência do Benfica e especialista em direito desportivo, apresentou um conjunto de propostas detalhadas para a arbitragem portuguesa. Num comunicado extenso, Manteigas aborda a necessidade de maior transparência, começando por sugerir que Rui Costa, presidente do Benfica, solicite (imediatamente e de forma pública, a divulgação das avaliações sobre as equipas de arbitragem e de VAR). O objetivo, segundo Manteigas, é permitir a compreensão do (critério) de quem avalia, defendendo que o (escrutínio é imperativo e tornou-se inevitável). Manteigas argumenta que a transparência é a única via para a sobrevivência do futebol português e para restaurar a confiança na arbitragem nacional. Considera ainda que o Benfica, enquanto clube, tem o (dever de vigilância institucional), podendo promover reuniões com entidades como a FPF e a LPFP, bem como outras sociedades desportivas, para (garantir mais e maior integridade competitiva).
O advogado benfiquista levanta também questões sobre a implementação da estrutura VAR no norte do país, questionando a sua justificação e propósito, especialmente se esta se destina apenas a competições distritais ou se há intenção de ampliação a nível nacional. Manteigas defende a (necessidade de publicação dos relatórios dos observadores dos árbitros) e o (fundamento para as nomeações das equipas de arbitragem nos jogos da 1.ª e da 2.ª Liga). Propõe ainda a criação de um projeto-lei específico para árbitros, que abranja a formação, plano de carreira, recrutamento, regras deontológicas, regimes de incompatibilidades e impedimentos, e a definição do regime profissional, seja através de contratos de trabalho ou prestações de serviços. A equiparação legal entre árbitros, treinadores e atletas é outra das suas bandeiras, defendendo que estes devem ser considerados (agentes diretos no espetáculo desportivo).
Finalmente, Manteigas aborda a questão das sanções, enfatizando que o setor profissional do futebol não pode permitir dúvidas sobre o rigor e seriedade dos árbitros. Clama pela necessidade de (sancionar severamente trocas de acusações pífias entre dirigentes bipolares), evidenciando uma preocupação com o comportamento de figuras diretivas que, segundo ele, mancham a modalidade. A sua visão para a arbitragem passa por um sistema mais transparente, rigoroso e profissionalizado, onde a confiança seja um pilar fundamental, livre de controvérsias desnecessárias e de declarações depreciativas por parte de dirigentes desportivos.