Mourinho reitera posição sobre o "caso Prestianni" e defende presunção de inocência

  1. Mourinho defende presunção de inocência
  2. Prestianni acusado de racismo
  3. UEFA suspendeu Prestianni preventivamente
  4. Prestianni integrou comitiva do Benfica

José Mourinho, técnico do Benfica, voltou a manifestar a sua posição sobre o caso Prestianni, um tema que tem gerado intensa discussão no futebol. O treinador abordou a situação do avançado argentino Gianluca Prestianni, que foi acusado de racismo por Vinícius Júnior e, consequentemente, suspenso preventivamente pela UEFA. O jogador, entretanto, integrou a comitiva do Benfica para o jogo contra o Gil Vicente, deixando em aberto a possibilidade de regressar à titularidade.

Mourinho fez questão de defender a sua postura no processo, reiterando a importância da presunção de inocência. “Amo o Álvaro [Arbeloa, treinador do Real Madrid] e vou continuar a amar, mas continuo a achar que quem tomou a posição correta fui eu. Não ele. Mencionei isso na conferência de Imprensa quando fui confrontado com as declarações do Álvaro e de um jogador, na acusação a Prestianni e de defesa ao jogador do Real. Disse que se alguém não estaria equilibrado eu queria estar; nem defender o meu, nem atacar o outro. Disse, numa flash, que não queria vestir a camisola vermelha, referindo-me ao Benfica, nem vestir a camisola branca, referindo-me ao Real Madrid, quis ser imparcial num caso que eventualmente poderá ser de grande gravidade. Quando disse para perderem uns minutos a ler a Declaração dos Direitos Humanos, referia-me à presunção da inocência. E quando digo que enquanto cidadão sou completamente uma pessoa que repudia qualquer tipo de discriminação, preconceito, ignorância ou idiotice, fiz isso, outros não o fizeram”, afirmou José Mourinho.

Apesar da defesa da presunção de inocência, o treinador português deixou claro que, caso a culpa de Prestianni seja provada, as consequências serão severas. “Mas também digo se, e repito o se várias vezes, o meu jogador não respeitou estes princípios, que são os meus e os do Benfica também, esse jogador e a sua carreira com um treinador que se chama José Mourinho e num clube que se chama Sport Lisboa e Benfica chegam a um fim. Não sou um letrado, mas também não sou um ignorante, não tenho mestrados em Direito, nem sou licenciado em Direito, mas sou licenciado em Educação Física e Desporto, com orgulho, e tenho uma base mínima de cultura — a presunção da inocência é um direito humano, ou não? Posso repetir 20 vezes aquilo que repudio, mas continuo com o se. A UEFA, infelizmente, para afastar o jogador do jogo, descobriu o artigo 420.328, que estava lá escondido, como motivo para o suspender e também eles foram na direção de não colocarem um se, que acho que deveria ter sido posto. Continuo com a minha: se o jogador for efetivamente culpado, não vou voltar a olhar para ele da maneira que tenho olhado e comigo... acabou. Mas tenho de colocar muitos ses à frente”, declarou José Mourinho.

A viagem para Norte, onde o Benfica defrontará o Gil Vicente, decorreu sem incidentes, com o treinador a parar para interagir com os adeptos. Além de Prestianni, outros jogadores que viajaram para o jogo incluem Samuel Soares, Dedic, Bah, José Neto, Sidny, Leandro Barreiro Barrenechea, Ríos, Aursnes, Schjelderup, Lukebakio, Ivanovic, Rafa e Pavlidis.

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