A SAD do Benfica prevê um segundo semestre financeiramente mais complexo, após a eliminação da Liga dos Campeões e a ausência no Mundial de Clubes. Este cenário contrasta com a época anterior, onde a qualificação e participação nestes torneios garantiram uma gestão mais folgada, conforme revelado no Relatório e Contas.
Apesar das projeções de dificuldades, a Benfica SAD registou um lucro líquido de 40,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2025/26, um ligeiro aumento face aos 40,3 milhões do período homólogo anterior, marcando o terceiro resultado positivo consecutivo num primeiro semestre. Os rendimentos operacionais, excluindo os direitos de atletas, atingiram 106,9 milhões de euros, impulsionados pelo crescimento de 17,9% nos rendimentos de matchday
, o segundo melhor registo da história da SAD. No entanto, os rendimentos totais diminuíram 7,5%, para 198,4 milhões de euros, principalmente devido à menor receita com a transação de direitos de atletas.
A direção do clube reafirma o seu compromisso com a estabilidade financeira, mantendo a responsabilidade na gestão e considerando os empréstimos obrigacionistas como uma fonte de financiamento contínua. Os custos operacionais sem direitos de atletas diminuíram 6,3%, para 113,4 milhões de euros, comparado aos 121,1 milhões no mesmo período do ano anterior. A manutenção do controlo da dívida líquida permanece um objetivo a médio prazo para a Benfica SAD.