Filipe Coelho, com um vasto percurso na formação, desde o Benfica ao Chelsea e agora no Estrasburgo, aborda as suas ambições futuras, destacando o desejo de regressar a Portugal para treinar na Liga. Em exclusivo a A BOLA, o técnico traça um balanço da sua experiência internacional e as diferenças marcantes entre as academias onde trabalhou.
Questionado sobre um possível regresso ao futebol português, Filipe Coelho é claro: “Sem janela temporal, é claramente um cenário em cima da mesa. É uma liga que me diz muito, é o meu país. Voltar ao meu país está sempre em cima da mesa, mas sem janela temporal, porque estou feliz aqui e quero aproveitar muito bem o meu tempo. Quanto melhor aproveitar esse tempo, mais bem preparado vou estar para o passo seguinte, seja em Portugal ou noutro país.”
Esta declaração sublinha o seu compromisso com o presente, mas também o olhar atento ao futuro e ao seu país de origem. A sua experiência como adjunto num contexto de elite é vista como um doutoramento final
antes de assumir um projeto sénior como treinador principal. “Sair da posição de treinador principal foi uma decisão consciente da minha parte, para poder beber de outras lideranças e estruturas num patamar de liga profissional e de competição europeia. Sinto que estou a dar os passos certos. Sei onde quero chegar, mas estou focado em cumprir o meu dia a dia da melhor forma, acrescentando valor a uma equipa técnica de elite. Nada mudou em termos de entrega e do meu desejo de melhorar. Estou a apontar tudo, a aprimorar a minha ideia e a crescer com coisas que, se calhar, não se adequam tanto à minha filosofia e outras que a vão fortalecer. É riquíssimo olhar para o Liam, um pouco mais manager, e para o Gary, que é um pouco mais coach. Já houve oportunidades para voltar a Portugal e para ir para outros países na Europa, mas não quero dar um passo maior do que a perna. Sei que o meu próximo passo é importante e tenho de escolher um projeto que valorize a minha ideia: uma ideia corajosa, de risco, mas de controlo do jogo, dominadora e que aposte em jovens, tendo em conta o meu passado. Sei que esse dia vai chegar. Já podia ter chegado, mas estou a cumprir os meus passos. Neste momento, estou em algumas candidaturas para o UEFA Pro. Infelizmente, em Portugal já tentei umas três vezes e não consegui, pelos critérios. Mas não olho para os obstáculos, procuro ultrapassá-los. As coisas estão a encaminhar-se e estou a munir-me de muitas ferramentas. Este ano é importante para limar a minha entrega como treinador principal.”
Coelho também reflete sobre as diferenças entre as academias do Benfica e do Chelsea. "Trabalhei no Seixal e em Cobham. Quais as maiores diferenças entre a formação do Benfica e a do Chelsea? - A pressão que se sente é diferente. No Benfica há claramente um