O Estádio Santiago Bernabéu é o palco de um desafio gigantesco para o Benfica, que na única vez que lá jogou, saiu derrotado. A equipa encarnada desloca-se hoje ao reduto do Real Madrid para decidir o playoff da Liga dos Campeões e, após a derrota caseira por 1-0 na primeira mão, a tarefa é árdua. As estatísticas não estão a favor dos benfiquistas, que precisam de uma vitória histórica para continuar a sonhar com a prova milionária. “Prestianni nas contas para Madrid – Mourinho quer argentino para a "remontada”
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A polémica em torno do alegado caso de racismo envolvendo Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior tem marcado a atualidade e colocado todas as atenções sobre o Benfica. O jogo da primeira mão foi interrompido por dez minutos devido a esta situação, que está agora a ser investigada pela UEFA. O agente de Prestianni já se pronunciou sobre o assunto, afirmando que “o que se tem dito é falso”
. A imprensa desportiva nacional destaca a posição de Prestianni, com títulos como Prestianni pede desculpa
e “Prestianni pede desculpa pelo ruído – Argentino assegura inocência no balneário”
. Além disso, “Prestianni pede desculpa à equipa – Nega insulto racista e junta companheiros no Seixal”
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Este cenário de tensão, no entanto, não é novo para o Benfica em duelos com o Real Madrid. O primeiro confronto entre as duas equipas remonta a 1961/62, na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, onde o Benfica venceu de forma gloriosa por 5-3, conquistando a sua segunda Taça dos Campeões Europeus. Em 1964/65, as equipas voltaram a defrontar-se nos quartos de final, com uma vitória do Benfica em casa por 5-1, mas uma derrota no Bernabéu por 2-1. Passaram várias décadas sem se defrontarem até esta época. “No controlar é que está o ganho – Golo de Froholdt garantiu os três pontos”
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A atitude do Benfica perante este episódio foi também alvo de críticas, com “A guerra mais estúpida já comprada por Rui Costa”
. Rui Costa, que observou em paz a confusão entre Inter e Milan em 2005, é agora visto como um desencadeador das mesmas
. O facto de o Benfica, através da sua conta oficial, ter posto em causa a audição dos jogadores do Real Madrid, com um “Dizer que, 'dada a distância, os jogadores do Real Madrid não podem ter ouvido o que andam a dizer que ouviram', na conta oficial de um clube, é de uma boçalidade sem paralelo, que coloca o Benfica ao nível, por exemplo, de uma Casa Branca, que passou a usar as redes sociais como um mero instrumento de propaganda de Donald Trump.”
Esta postura, segundo a crítica, “lançar a reputação de um clube centenário como o Benfica para a lama, em pleno panorama internacional, é do pior que Rui Costa já fez na presidência.”
O comunicado posterior do Benfica, que dizia acreditar piamente
em Gianluca Prestianni e declarou “total espírito de colaboração”
com a UEFA, foi considerado um esforço para limpar
a imagem. “Era, também, desnecessário garantir ser 'completamente falso' que Rui Costa esteve 'envolvido em qualquer discussão ou confronto físico com um elemento do Real Madrid', quando as câmaras da estação televisiva norte-americana CBS captaram os desacatos e expuseram o Benfica ao ridículo de mais uma mentira.”