O jogador sueco Samuel Dahl, numa ação promocional do Benfica ligada ao futebol de rua que inspirou a camisola oficial desta época, revisitou os tempos em que a neve era o seu campo de jogos. As suas recordações transportam-nos para Västerås, nos arredores de Estocolmo, onde o futebol de rua assumia uma dimensão peculiar devido às condições climatéricas.
As memórias de Dahl são vívidas e detalhadas, pintando um quadro de brincadeiras e desafios. “Jogávamos na neve, na gravilha, e depois nevava e jogávamos em cima da neve. Para ser sincero, era muito divertido ser guarda-redes. Atiravas-te para a neve, era muito divertido jogar no inverno. Mas, quando era futebol a sério, era mais difícil quando nevava e fazia frio. Muitas técnicas com a bola, a bola junto ao pé. Muitos toques na bola com passes curtos, combinações e assim por diante”, recordou o defesa do Benfica, evidenciando como as condições adversas moldaram a sua técnica e amor pelo jogo.
A infância de Samuel Dahl foi também marcada pelas experiências vividas no ambiente escolar e a paixão pelo futebol que extravasava os muros da sala de aula. “Muitas das memórias vêm da escola. Lembro-me que saíamos sempre a correr para o intervalo. Ficávamos à espera que o professor dissesse que a aula tinha terminado. Corríamos até uma parede, escolhíamos as equipas e jogávamos o tempo todo que fosse possível. Era muito divertido”, desvenda Dahl, transmitindo a alegria e a espontaneidade desses momentos. Questionado sobre qual a sua camisola favorita do Benfica, o jogador não hesitou na sua resposta. “Eu diria a bege, porque é uma cor que se vê muito em camisolas. Acho que é a minha preferida”, afirmou de pronto, antes de contextualizar o significado de vestir o manto sagrado encarnado. “É claro que a camisola tem muito peso, muita pressão nos ombros. É algo que tens de carregar, estar feliz com isso, estar orgulhoso disso, e estou. Acima de tudo, sinto-me muito feliz e abençoado por poder fazer isto.”