Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, manifestou uma posição firme e clara perante os recentes alegados insultos racistas ocorridos durante o jogo entre o Benfica e o Real Madrid, na Liga dos Campeões. Evangelista defende uma abordagem de “tolerância zero” e pede uma investigação rápida e justa para apurar os factos.
O dirigente sublinhou a importância de uma ação imediata e eficaz contra o racismo no desporto, afirmando que “a posição do Sindicato é muito clara: tolerância zero ao racismo, doa a quem doer, sejam jogadores, treinadores, árbitros ou dirigentes”, conforme declarou. Este incidente, que envolveu Vinicius Júnior e Gianluca Prestianni, levou o árbitro francês François Letexier a interromper o jogo e a acionar o protocolo antirracismo, num momento que realça a seriedade da situação e a necessidade de medidas concretas.
Perante a controvérsia gerada, onde Prestianni negou as acusações e Vinicius Júnior as confirmou, Joaquim Evangelista defende o direito de ambos. “O que podemos exigir é uma investigação célere, responsável e justa, que apure o que se passou”, frisou, recusando qualquer tentativa de desvalorizar o acontecimento. O presidente do Sindicato reconhece a eficácia das medidas disciplinares, mas enfatiza que estas devem ser complementadas por um forte trabalho de educação e cidadania, especialmente nos escalões de formação, onde o fenómeno ainda é mais expressivo. Ele concluiu ainda que “não podemos desvalorizar nem aceitar narrativas que minimizem estes acontecimentos. O desporto, pelo impacto que tem, deve ter ainda menos tolerância”.