Benfica vs. Real Madrid: Um Confronto de Gigantes na Liga dos Campeões com Sonho Milionário

  1. Benfica pode alcançar 64 milhões de euros em prémios
  2. Trubin marcou golo contra o Real Madrid na fase de grupos
  3. Tote vê Real Madrid com vantagem no confronto
  4. Rüdiger e Alexander-Arnold reforçam defesa do Real

O Benfica está prestes a disputar a primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid. A equipa procura não só a qualificação desportiva, mas também um significativo encaixe financeiro, podendo alcançar mais de 64 milhões de euros em prémios. Anatoliy Trubin, guarda-redes do Benfica, recorda com euforia o seu golo decisivo contra os merengues na fase de grupos: “Desde que comecei a jogar futebol, aos seis anos, trabalhei duro e fiz de tudo para impedir golos. Agora, depois de um momento, muitas pessoas conhecem-me porque marquei um golo. Ainda é uma loucura para mim. Ainda hoje, às vezes, não consigo acreditar que isso aconteceu.” A ambição é clara, mas o desafio é grande, como evidenciado pelas palavras do antigo avançado Tote, que jogou em ambos os clubes. Tote não vê grandes diferenças entre o Real Madrid de Arbeloa e o de Xabi Alonso: “De momento, não noto grandes diferenças. Gostei do jogo em Villarreal ou contra a Real Sociedad. Deu-me a sensação de equipa, com e sem bola, mas se virmos o que aconteceu em Lisboa, percebemos que é uma ilusão. No resto, não gostei. Falta muito futebol. Não é um problema de atitude, mas de jogo. A transição após Modric e Kroos não foi bem feita. Apostaram mais na força física do que no talento, e isso está a sair caro.”

As palavras de Trubin refletem a mentalidade de quem busca o impossível: “Estávamos a ganhar, por isso não precisava de me apressar. Não compreendia de todo por que razão os adeptos começaram a gritar, por que razão alguns dos meus colegas de equipa estavam a apontar para mim e diziam 'um, um, um'. Não compreendia. Mas quando obtivemos o livre, o míster (Mourinho) apontou para mim para subir, então perguntei a alguém: 'Precisamos de mais um golo?'. Quando se joga, não pensas. Simplesmente fazes. Este momento aconteceu tão rápido. Talvez porque o cruzamento tenha sido tão perfeito, talvez porque (o golo) tivesse que acontecer, para mim foi natural, algo que surgiu facilmente.” Ele acrescenta ainda: “Nesse momento, é preciso arriscar. É preciso dar tudo de ti. Se eu preciso de marcar, tenho que ir direto para lá, para deixar os nossos adeptos felizes, para tornar o Benfica melhor. Eu simplesmente corri e, com o movimento da minha cabeça, parecia que eu era um avançado. Foi uma loucura. Ainda tenho algumas feridas no joelho. Depois, todos os meus colegas de equipa saltaram em cima de mim.” A preparação para o jogo com o Real Madrid é intensa, com o médio Leandro Barreiro a sublinhar a evolução do adversário: “O último jogo já passou. Foi um jogo histórico, muito positivo, mas amanhã será outro jogo. O Real Madrid mudou nas últimas semanas, eles estão mais compactos. Vamos preparar-nos para o Real Madrid de hoje, não o de há duas semanas.” Barreiro também realça a importância do apoio da massa associativa: “É muito importante sentirmos o apoio dos adeptos, depois nós temos de fazer a nossa parte, lutar, jogar bem. Assim, os adeptos estarão mais do nosso lado.”

O confronto entre Benfica e Real Madrid não é apenas um duelo tático, mas também um encontro entre dois gigantes da Liga dos Campeões, como recorda a imprensa, que destaca os números impressionantes de ambos os clubes na história da competição. Tote, ao antever o duelo, ressalta a capacidade do Real Madrid em fases decisivas: “Vejo o Real Madrid com vantagem. Nestas competições, por muito mal que esteja, compete sempre. Além disso, o jogo da segunda mão é em casa. Mas terá de trabalhar muito, porque já está avisado pelo que aconteceu na Luz. O Benfica só podia ganhar e isso muda a atitude desde o primeiro minuto. Eles vão com tudo e não poupam nada. Mas surpreendeu-me mais o Real Madrid, que não competiu. O Benfica ganhou em todos os aspetos do jogo.” O ex-jogador também se pronunciou sobre os regressos de Rüdiger e Alexander-Arnold à equipa adversária: “O Rüdiger e o Alexander-Arnold são dois bons defesas que vão dar mais estabilidade, têm muita experiência. Vão ajudar o Real Madrid a estar mais compacto defensivamente.”