O empate entre FC Porto e Sporting, pela 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, gerou uma série de críticas e comentários. Jaime Cancella de Abreu, sócio do Benfica, manifestou o seu descontentamento com o comportamento do FC Porto e ironizou as queixas do Sporting. Numa extensa publicação nas redes sociais, Cancella de Abreu enumerou seis pontos polémicos, destacando o desaparecimento de bolas durante o jogo, a decoração do balneário visitante e a arbitragem.
As críticas do sócio benfiquista começaram pelo desaparecimento de bolas durante o clássico, que considerou ser uma “ordem superior” e uma “medida antidesportiva”. Afirmou ainda que o FC Porto perdeu a moral para reclamar de antijogo. Relativamente à decoração do balneário visitante com capas de jornais alusivas a títulos do FC Porto, Cancella de Abreu foi incisivo: “Mudam-se os tempos, mudam-se os métodos, não se muda a descarada vontade de ganhar a qualquer preço”, comparando a situação a episódios históricos como o uso de creolina.
A arbitragem de Luís Godinho e Tiago Martins também foi alvo de análise. Cancella de Abreu ironizou que a dupla foi “unanimemente considerada a melhor equipa em campo”, contrastando com a sua prestação na final da Taça de Portugal. O sócio do Benfica não deixou de comentar o ruído nas redondezas do hotel da equipa visitante, uma prática antiga que afeta o Benfica há várias décadas. “O Sporting descobriu agora que a pouca vergonha existe”, ironizou, criticando a cobertura mediática tardia. As queixas dos adeptos sportinguistas, incluindo as cortinas no setor visitante, foram relativizadas por Cancella de Abreu, que, de forma sarcástica, atribuiu o lançamento de tochas durante o jogo a um suposto envolvimento das claques do Benfica.