O Benfica avançou para os oitavos de final da Taça de Portugal de andebol, após uma decisão administrativa da Federação Portuguesa de Andebol (FPA). Esta decisão surgiu na sequência de um jogo que não se realizou por completo contra o Artística de Avanca. O clube de Avanca, por sua vez, reagiu com um comunicado veemente, denunciando a “atitude vergonhosa do Benfica” e a alegada insensibilidade da FPA.
A controvérsia teve início na passada quarta-feira, quando o confronto entre as duas equipas foi adiado devido às condições do piso no Pavilhão Municipal Comendador Adelino Dias Costa, em Avanca, afetado pela humidade. A partida foi remarcada para o dia 7 de fevereiro, no mesmo local. No entanto, segundo o Artística de Avanca, e apesar de todos os esforços para garantir as condições necessárias – incluindo a instalação de canhões de calor e desumidificadores industriais –, o jogo foi novamente interrompido. O clube local acusa o Benfica de não querer disputar a partida, alegando que os jogadores “simularam quedas decorrentes de presumíveis escorregadelas”.
A FPA, seguindo os regulamentos, determinou a derrota administrativa do Artística de Avanca, permitindo assim que o Benfica progredisse na competição. O Benfica, por sua vez, anunciou rapidamente a sua passagem à fase seguinte nas redes sociais, facto criticado pelo Artística de Avanca. O clube avanquense enfatiza que “o andebol é uma modalidade transversal ao nosso território e não apenas uma coutada particular entre três ou quatro clubes”. Nos oitavos de final, o Benfica defrontará o Carvalhos, enquanto nos quartos de final já se encontram Sporting, Póvoa, Águas Santas, Belenenses, Marítimo e Vitória de Guimarães.