Nicolás Gaitán, antigo jogador do Benfica, revelou que recusou uma proposta do FC Porto, clube rival dos encarnados, por questões de ligação emocional ao clube lisboeta.
Gaitán, que representou o Benfica entre 2010 e 2016, somando 253 jogos e tornando-se o terceiro argentino com mais presenças de águia ao peito, explicou a sua decisão em entrevista ao 'Flashscore': “O meu agente sabe um pouco mais sobre isso. Eles tentaram fazer uma jogada estranha, mas eu não consegui, não podia. Para mim, quando sinto uma ligação [com um clube], não consigo ir [para o maior rival]. Não consigo, por muito que tentem”.
Ligação especial ao Benfica e Jorge Jesus
O jogador argentino, que também representou o Sp. Braga e o Paços de Ferreira em Portugal, descreveu a estrutura do Benfica como um “monstro”, elogiando a atenção dada aos jogadores e suas famílias. "O clube, como organização, é gigantesco. Eles preocupam-se a 100 por cento com os jogadores e sua família. Dessa forma, podem exigir muito de nós porque não temos mais nada com que nos preocuparmos”, assegurou.
Gaitán comparou essa atenção com a sua experiência no Atlético de Madrid, onde sentiu uma ausência dessa mesma dedicação. Jorge Jesus, por sua vez, foi apontado como o melhor treinador da sua carreira. “Ele mudou a minha mentalidade, a minha posição”, garantiu o antigo número 10, que foi adaptado a extremo pelo técnico. “Ele tem um talento especial para ler o adversário. E depois, num vídeo de 30 segundos, ele dá as dicas para prejudicar o adversário. Acho que ele é extraordinário.”
Futuro e regresso adiado ao Boca Juniors
Aos 37 anos e sem jogar desde 2024, Gaitán não confirmou o fim da sua carreira, deixando em aberto a possibilidade de voltar a jogar caso surja uma proposta apelativa. "Nunca afirmei que me retirei. Desta forma, se surgir uma proposta que me agrade, é claro que posso jogar imediatamente”, declarou.
O jogador lamentou ainda o facto de não se ter concretizado o seu regresso ao Boca Juniors, clube do seu coração, que fica assim adiado.