O antigo secretário de Estado do Desporto, Alexandre Mestre, anunciou nesta quinta-feira que não será candidato à presidência do Comité Olímpico de Portugal (COP), criticando a «bipolarização» da campanha entre Laurentino Dias e Fernando Gomes.
Em comunicado, Mestre explicou que, inicialmente, havia cinco pré-candidatos, mas que acabaram por ficar apenas três. «Foi então criada uma lógica de bipolarização. Esse facto, aliado a um processo eleitoral muito condicionado a diferentes títulos, gerou a perceção da necessidade de um voto útil», disse, justificando assim a sua decisão de não se candidatar.
O prazo para formalização das candidaturas terminou hoje, tendo cada uma de ser subscrita por nove federações olímpicas. Com a desistência de Mestre, a corrida à presidência do COP fica reduzida a Laurentino Dias, outro antigo governante com a pasta do setor, e ao ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) Fernando Gomes.
Antes, também Jorge Vieira, antigo presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), e o secretário-geral do COP, José Manuel Araújo, desistiram de ir a votos, este último integrando a candidatura de Laurentino Dias como 'vice'.
Desejando «felicidades aos dois candidatos», Mestre pede eleições a decorrer num «clima livre e democrático», repleto de «debate de ideias e de programas».
As eleições do COP estão marcadas para 19 de março e vão eleger o sucessor de Artur Lopes, que assumiu a presidência do organismo após a morte de José Manuel Constantino em agosto passado.