Após a derrota do AVS diante do Moreirense, o treinador João Henriques analisou o desempenho da sua equipa de forma crítica. “Entrámos mal e fomos passivos nos primeiros minutos do jogo. Era importante não sofrermos até estabilizar, mas sofremos e depois foi complicado ir atrás.” Este resumo das falhas iniciais exemplifica a luta constante do AVS em busca de uma melhoria no seu jogo.
Henriques considerou que o resultado foi justo, dada a performance do adversário. “Venceu a equipa que criou as melhores oportunidades. Lutamos até ao fim, é o ponto positivo que se pode tirar.” As suas palavras revelam um treinador consciente da necessidade de evoluir, destacando a resposta da equipa na segunda parte: “A equipa teve uma atitude diferente, fomos mais competentes, criámos mais perigo.”
Análise de João Henriques
O técnico estabeleceu um plano para os jogos futuros, enfatizando a importância de pontos. “Ao contrário do que preparámos, o que fiz com os jogadores foi montar um plano de serviços mínimos. Se somarmos sete pontos a cada cinco jogos, fazemos 28 pontos, a somar aos três que tínhamos.” Com três pontos conquistados nos primeiros cinco jogos, Henriques expressou a esperança de que os seus jogadores consigam alcançar os pontos necessários na próxima fase da competição: “É possível. Os jogadores sabem, não vale a pena olhar para os pontos, continua a mesma distância.”
Os dois técnicos, apesar das suas realidades contrastantes, compartilham a mesma ambição de ver as suas equipas a melhorarem e a conquistarem os resultados que desejam. Desde a perspectiva de Henriques, a mentalidade da equipa é a chave para a manutenção: “A principal carência é mental. Vamos tentar ajudar a tornar o plantel mais equilibrado e competitivo.”
Perspectiva de Vasco Botelho da Costa
Em contraponto, o treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, celebrou a vitória, mas sem perder o foco no imediato. “Fomos hoje mais competentes, sérios, jogámos o jogo que tínhamos de jogar.” A sua visão pragmática do jogo reflete um entendimento profundo dos desafios que a competição apresenta. Botelho da Costa recusou-se a especular sobre objetivos a longo prazo, destacando que “de que serve estar a pensar daqui a umas semanas, se o foco está na próxima sessão de treino e no jogo com o Tondela?!”
A vitória do Moreirense, que os elevou ao sétimo lugar da tabela, foi analisada com um olhar crítico. Apesar do triunfo, Botelho da Costa reconhece áreas de melhoria: “Não foi um jogo brilhante como gostaríamos, porque acabámos por dar algumas coisas ao adversário.” A vitória pela ausência de golos sofridos é, para o treinador, um aspecto positivo a ser considerado: “Importante foi hoje não termos sofrido golos.”
Próximos desafios
À medida que as equipas se preparam para os próximos desafios, a luta pela consistência e pela confiança permanece como o foco central tanto para o AVS como para o Moreirense. Ambos os treinadores estão cientes de que a evolução das suas equipas será crucial não apenas para a manutenção, mas também para a ambição de alcançar melhores posições na tabela.
Com os olhos virados para o futuro, tanto Henriques como Botelho da Costa reconhecem que o caminho à frente está repleto de desafios, mas também de oportunidades. A batalha pela permanência e a busca pela excelência continuarão a marcar a temporada para ambos os clubes.