Campanha Contra Pirotecnia Ilegal Aborda Aumento de Multas e Incidentes em Estádios

  1. Multas por pirotecnia ilegal disparam.
  2. Mais de metade das multas são por pirotecnia.
  3. 22 jogos interrompidos por pirotecnia.
  4. Alverca multado em 765 euros.

A pirotecnia ilegal tem-se tornado um flagelo no futebol profissional português, com as multas a atingirem proporções nunca antes vistas. Em resposta a este cenário preocupante, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e diversas entidades lançaram uma campanha de sensibilização com o objetivo de alertar para os perigos e as consequências do uso de artigos pirotécnicos em recintos desportivos. Esta iniciativa surge num momento em que a percentagem de multas relacionadas com pirotecnia disparou; em certas situações, o ambiente nos recintos desportivos é afetado por outras ocorrências, como o registado em Alverca.

Os dados revelados pela Liga são claros e alarmantes. Mais de metade das multas aplicadas no futebol profissional nesta época são motivadas por pirotecnia ilegal, o que representa um aumento de 13 pontos percentuais face à média registada nos últimos nove anos. Este problema tem tido um impacto direto na realização dos jogos, com 22 partidas da primeira e segunda divisão a serem interrompidas nas últimas três épocas devido ao uso de engenhos pirotécnicos. A campanha “Pirotecnia ilegal não é apoiar o teu clube” procura inverter esta tendência, através de testemunhos reais que ilustram o perigo para a integridade física de todos os envolvidos no espetáculo, prevenindo, simultaneamente, coimas e interdições de recintos.

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga, enfatiza a importância da responsabilidade no desporto: “O futebol deve ser vivido com paixão, mas também com responsabilidade. A pirotecnia ilegal coloca em risco pessoas, compromete o espetáculo e prejudica as Sociedades Desportivas”. Reiterando o apelo, o presidente da Liga reforça: “Apoiar a nossa equipa é respeitar a lei, promover o fair play e contribuir para um ambiente seguro, familiar e inclusivo nos estádios”. Paralelamente, o presidente da APCVD, Rodrigo Cavaleiro, ecoa esta mensagem, afirmando que “o desporto deve ser um espaço de celebração e união”, e que “a todos garantir que essa paixão é vivida com responsabilidade e respeito pelas regras que protegem adeptos, jogadores, equipas de arbitragem e demais intervenientes”. Curiosamente, num incidente isolado, mas revelador da variedade de problemas enfrentados nos estádios, foi registada uma multa ao Alverca no valor de 765 euros devido a “comportamento incorreto do público” num jogo contra o Santa Clara. Para além de insultos a dirigentes e jogadores, o delegado do Santa Clara reportou um “forte cheiro a cannabis” vindo de uma das bancadas do Alverca. Estes exemplos demonstram a complexidade dos desafios enfrentados no ambiente desportivo e a necessidade de uma cultura de respeito e segurança. A campanha será veiculada nos canais digitais e com a colaboração das Sociedades Desportivas, apelando a um compromisso coletivo para que o futebol profissional mantenha a sua essência de paixão e emoção, mas sempre com segurança e respeito.

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