Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), delineou as expectativas para a Seleção Nacional no Mundial, antes do confronto particular entre Portugal e o Chile. Proença estabeleceu uma fasquia ambiciosa, destacando que um resultado abaixo do esperado seria não alcançar um patamar específico na competição. Num tom de otimismo, mas também de pragmatismo, o dirigente deixou clara a sua visão sobre o desempenho que se espera da equipa das Quinas.
Em declarações à RTP, o presidente da FPF expressou a sua perspetiva sobre o que consideraria um desempenho insatisfatório. “Eu diria que o mau mundial será obviamente não chegar acima dos quartos de final”
, afirmou Pedro Proença, sublinhando a exigência que recai sobre a equipa num torneio desta envergadura. Esta declaração serve como um indicador claro das aspirações da federação, que pretende ver a seleção ir além das fases iniciais da competição. Contudo, Pedro Proença reconhece os desafios inerentes a um Mundial, referindo que “este é um torneio muito curto. Tem uma primeira fase em que podem ser cometidos alguns erros, mas depois é, como diria um antigo selecionador, o mata-mata onde as equipas denominadas mais pequenas jogando para um empate podem ir aos penáltis e ganhar.”
Apesar de definir um objetivo mínimo exigente, Pedro Proença mostrou-se confiante na qualidade e preparação da equipa, que considera ter amadurecido e estar pronta para os desafios que se avizinham. “Eu diria que é isso mesmo, quer dizer, é essa legitimidade da qualidade dessa nossa seleção que nos permite, obviamente, estar muito esperançosos de que este ano podem acontecer coisas boas. A preparação tem sido muito intensa, há um grande compromisso destes jogadores maduros que chegaram a um processo de maturidade”
, salientou o presidente da FPF. Esta maturidade e empenho dos jogadores são vistos como fatores cruciais para o sucesso no Mundial.
Relativamente ao futuro do selecionador Roberto Martínez, Pedro Proença abordou as especulações em torno da sua continuidade, assegurando que há um consenso e alinhamento total entre as partes. Proença utilizou as palavras do próprio selecionador para reforçar a ideia de que a questão será resolvida de forma célere e tranquila. “Eu vou plagiar aquilo que já disse o nosso selecionador, são as três ideias fundamentais: primeiro, há um alinhamento total entre a Direção Técnica e o seu Presidente, segundo, o foco neste momento é efetivamente este Mundial, e a terceira e última, que é uma coisa boa entre pessoas de bem, e que tem as mesmas perspetivas, iremos resolver isto em cinco minutos”
, revelou Pedro Proença. Esta declaração sugere que, independentemente do desfecho do Mundial, a decisão será tomada em conjunto e de forma expedita, como já tinha sido afirmado: “Iremos resolver isto em cinco minutos, que é a coisa boa entre pessoas de bem. As prestações têm de ser sempre avaliadas pelos objetivos cumpridos. Acontece em todas as áreas. Mas tenho a plena noção que em cinco minutos resolvermos isto.”
Para além das questões técnicas e de liderança, Pedro Proença também realçou as condições que considera estarem reunidas para um desempenho bem-sucedido no certame. “Agora, percebemos que é um torneio particular, vamos encontrar muito calor, diferentes condições de adaptabilidade. Mas tudo está pronto, país em alta a puxar pela seleção, direi que estão reunidas as condições para que possamos ter muito sucesso”
, concluiu o presidente da FPF, transmitindo uma mensagem de confiança e otimismo. A capacidade de adaptação e a paixão dos adeptos são vistas como elementos que podem impulsionar a equipa a alcançar os seus objetivos no Mundial.
Para o Campeonato do Mundo de 2026, Proença acredita que “O ex-presidente da República teve esta expressão e ela foi agarrada. Será a marca de água.”
Os dois primeiros jogos da seleção portuguesa no Mundial de 2026 serão no Estádio NRG, em Houston, um recinto com capacidade para 72 mil adeptos, conhecido por acolher o maior festival de rodeio do planeta.