O selecionador nacional, Roberto Martínez, partilhou as suas prioridades e a estratégia para a preparação de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026. A equipa das quinas defronta este sábado o Chile num encontro particular, que serve como um ensaio crucial para o técnico espanhol.
Martínez sublinha que o resultado nestes jogos amigáveis não é o objetivo principal, mas sim o processo de desenvolvimento da equipa: “O resultado dos jogos amigáveis não é o número final do marcador. É o aspeto do trabalho e ganhar informação sobre os aspetos que temos de alterar para melhorar a equipa. O foco não é ganhar, é melhorar a equipa. Depois disso, sim, vamos tentar ganhar, mas isso não é a prioridade”, afirmou. O selecionador salienta a importância de otimizar o desempenho individual e coletivo dos jogadores, observando que o objetivo é “elevar todos os jogadores ao melhor nível fisicamente”. Segundo Martínez, “o aspeto individual é mais importante do que o resultado final”. Ele acrescenta que “amanhã o foco não é ganhar ao Chile, é melhorar como equipa. Queremos ganhar, mas essa não é a prioridade, não vamos fazer tudo para isso. Vamos usar as 11 substituições e o foco é mais individual”.
O confronto com o Chile é visto como uma oportunidade para replicar o contexto da competição do Mundial, especialmente tendo em vista o confronto com a Colômbia. Martínez explica que “jogar contra o Chile vai aproximar-nos do contexto da Colômbia”. Ele detalha a visão de que “os adversários que vamos enfrentar agora já têm parecenças com o que vamos encontrar no Mundial. O Chile tem aspetos de combate e do futebol sul-americano parecidos com a Colômbia, aspetos de intensidade e dinâmica”. O técnico refere que a seleção portuguesa está a trabalhar para ter “uma equipa que esteja tranquila com essa flexibilidade tática” e que “precisamos de continuar a melhorar alguns aspetos defensivos”.
A preparação para o Mundial 2026 é dividida em dois blocos distintos. O primeiro, que se estende desde março, foca-se no desenvolvimento individual e na coesão do grupo. Martinez explica que “há dois blocos. Estamos com cinco treinos e o foco agora é mais individual. Levar os jogadores ao mesmo nível para poder executar os contextos como equipa para chegar ao Mundial no melhor nível. Agora é uma continuação do bloco que vem desde março, já experimentámos muitos aspetos importantes do que vamos fazer durante o Mundial”. O selecionador mostra-se satisfeito com o empenho dos jogadores: “Os treinos tiveram intensidade, a dinâmica de grupo é muito boa”. A chegada dos “quatro jogadores campeões da Europa” é um passo importante na continuidade da preparação. O segundo bloco, que terá início com a fase de grupos do Mundial, será “um trabalho totalmente diferente”. Já quanto à questão de um possível balneário com a influência de apenas um jogador, Martínez deixa claro: “Nós trabalhamos de forma diferente”. Nicolás Córdova, selecionador do Chile, elogia Portugal, afirmando: “Portugal tem uma grande geração, mas não é espontânea. Há muito trabalho, de muita gente, para ter estes jogadores. Portugal fez um trabalho espetacular.”