Augusto Inácio critica falta de ambição da seleção portuguesa

  1. Inácio critica falta de ambição da seleção
  2. Portugal no Grupo K do Mundial2026
  3. Mundial2026 ocorre de 17 a 27 de junho
  4. Inácio defende Mundiais em novembro/dezembro

Augusto Inácio, antigo internacional português, questiona a falta de ambição da seleção nacional, em declarações à agência Lusa, apesar de possuir alguns dos melhores jogadores e treinadores do mundo. Inácio, que participou no Mundial México1986, aponta para a necessidade de aliar a capacidade técnica a uma maior garra e determinação, citando o exemplo da Argentina.

O ex-jogador de FC Porto e Sporting enfatiza a importância de uma mentalidade vencedora coletiva. “Falta mais mentalidade vencedora coletiva. Individualmente somos muito bons, mas uma equipa é um coletivo. Existem jogadores que, por vezes, parece que estão a fazer uma pelada e pergunto onde está a determinação e o querer ganhar. Falta perder algum complexo de inferioridade”, salientou. Esta declaração sublinha a ideia de que, embora o talento individual seja inegável, o sucesso depende do espírito de equipa.

Inácio insiste que Portugal deve perseguir o título mundial, tal como outras nações de topo. “Vamos lá para ser campeões do mundo, como a Argentina, a Espanha ou a França. Só um pode ganhar, é verdade, mas temos de assumir que vamos lá para ganhar e que, se não acontecer, tem de ser uma frustração. Ou então deixem de dizer que temos os melhores jogadores e treinadores do mundo”, reforçou. Esta visão desafia a mentalidade conformista e exige uma postura mais assertiva em grandes competições. Recorde-se que Portugal vai disputar o Grupo K do Mundial2026, com estreias marcadas frente à República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia, entre os dias 17 e 27 de junho, em Houston e Miami.

O treinador manifestou também preocupação com o desgaste dos jogadores que chegam ao Mundial. “De certeza que não vão dar cargas físicas. Será mais treino do plano tático, de um possível plano B para algo que não corra bem e tentar aliviar o desgaste dos jogadores. É necessário tentar aliviar a carga e o stress. Depois, se os resultados forem bons, ficam motivados, se forem menos bons, começa logo a surgir o cansaço e o desgaste visível nos rostos, porque o cansaço físico também tem muito a ver com o aspeto mental”, explicou. Inácio defende que os Mundiais e Europeus deveriam ser disputados a meio da temporada europeia para garantir que os jogadores chegam mais frescos e proporcionam um futebol de maior qualidade. “Para mim, os Mundiais e Europeus deviam ser em novembro ou dezembro. As pessoas querem um futebol de alto nível num Mundial e as grandes equipas davam melhores espetáculos com os jogadores mais frescos. A qualidade dos jogos aumentava muito”, concluiu, realçando o impacto do calendário na performance dos atletas.

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