Golo de Éder no Euro 2016 ainda gera discórdia dez anos depois

  1. Golo de Éder no Euro 2016 ainda gera discórdia.
  2. Didier Deschamps: “Teria sido anulado se existisse VAR”.
  3. Final do Mundial 2022 a mais dolorosa para Deschamps.
  4. Portugal venceu a França por 1-0 no prolongamento.

Dez anos após a final do Euro 2016, o golo decisivo de Éder, que garantiu a Portugal o seu primeiro título europeu, continua a gerar discórdia. Didier Deschamps, selecionador da França, a equipa derrotada, acredita que o golo não deveria ter sido validado. “Teria sido anulado se existisse VAR” devido a uma falta no início da jogada", afirmou Deschamps ao jornal Ouest-France. Este comentário reacende a polémica sobre o lance que decidiu o Campeonato da Europa de futebol.

Deschamps, no comando da seleção francesa desde 2012, reflete sobre as desilusões muito fortes vividas nos últimos 14 anos, e a final de 2016, disputada em solo gaulês, ainda dói. O selecionador francês complementou: “Eu não adoro falar de arrependimentos, mas sim de fortes deceções. 2016, em França, custou, porque já não conquistávamos um título desde 2000. Felizmente, vários jogadores mantiveram-se connosco até 2018”. A França não conquistava um título significativo desde 2000, o que amplifica a dor da derrota em casa. O técnico também fez saber que, “numa reunião com a FIFA, (soube) que o golo de Portugal teria sido invalidado, se já houvesse VAR, devido a uma falta que teve lugar no início da jogada. Isso não muda o curso da história”, explicou Deschamps, abordando a ironia de um avanço tecnológico que poderia ter alterado o desfecho histórico do futebol português.

Apesar da mágoa de 2016, Deschamps elege a final perdida para a Argentina no Mundial 2022, no Qatar, como a mais dolorosa. “Se tiver de destacar uma, diria a de 2022, porque foi uma oportunidade perdida à escala mundial”, reforçou. “A final de Doha [no Mundial2022, ante a Argentina, que culminou numa derrota, no desempate por grandes penalidades] também custou muito, porque sermos campeões do mundo era o nosso principal objetivo. Olhando para trás, as duas finais foram dolorosas, porque correram mal por pequenos pormenores”. Deschamps vai comandar a França pela última vez numa grande competição de seleções na América, após ter conduzido a equipa ao título mundial em 2018, na Rússia. Os franceses estão no Grupo I, juntamente com Senegal, Noruega e Iraque. No que toca ao seu futuro, confessou: “Não sei. Ainda não tomei uma decisão sobre o que virá a seguir. Sei que vai ser diferente e que vou sentir falta da seleção nacional. Não estou a descartar nada. Se isso significa que irei passar por um período inativo... Eu sei, em todo o caso, que vou manter-me envolvido com o futebol, seja de uma forma ou de outra. Há diferentes possibilidades. Não vou, subitamente, tornar-me num músico, num bailarino ou num patinador. Verei depois da competição, ou seja, o mais tarde possível. Se preciso de uma pausa? Quando és selecionador, há períodos de descanso, especialmente, depois das grandes competições, mas, uma vez que estou em plena forma e que recupero rapidamente... De qualquer maneira, sou um privilegiado, porque tenho a oportunidade de escolher”, rematou o selecionador. Portugal, por sua vez, ergueu o troféu europeu em solo gaulês, numa campanha que começou de forma modesta, com a qualificação como terceiro classificado, e culminou com a vitória por 1-0 sobre a França no prolongamento, graças ao golo de Éder aos 109 minutos. É um título que, apesar das controvérsias, permanece um marco na história do futebol português.

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