Frank Leboeuf, figura proeminente do futebol francês e antigo jogador de clubes como Chelsea e Marselha, expressou publicamente o seu desejo de ver Cristiano Ronaldo liderar Portugal à vitória no Campeonato do Mundo de 2026. Esta aspiração surge em analogia com o triunfo de Lionel Messi pela Argentina em 2022, sublinhando a raridade e o valor de ícones como Ronaldo e Messi no desporto.
“Vamos ter de esperar um pouco para voltar a ver alguém como Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo. Eles têm sido excecionais. Estão, há 20 anos, juntos a lutar com os melhores e a criar debates. França ficou feliz por ver Messi conquistar o Mundial. E, secretamente, queremos ver Ronaldo a conquistar o Mundial, porque ele merece”, afirmou Leboeuf, em declarações para a casa de apostas canadiana CSB. Ele realçou, contudo, que o futebol nem sempre segue um roteiro ideal: “Conquistar o Mundial seria um feito absolutamente fantástico, mas não é assim que funciona. Nós não sabemos. Sem Emi Martínez a travar [Randal Kolo] Muani no último segundo do jogo contra França, a Argentina nunca teria conquistado o Mundial. Então, é o que é. O futebol é assim”.
Apesar da vontade de ver Ronaldo no topo, Leboeuf também abordou a realidade da idade do jogador e o possível papel que este poderá ter na competição, que será realizada nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México. “Só desejo que Ronaldo faça o seu melhor e desfrute do Mundial. Ele terá de aceitar o tempo em que ficará no banco, porque estou bastante convicto de que não irá disputar todos os jogos, mas precisa de apoiar os companheiros de equipa e garantir que eles conseguem alcançar algo de fantástico por Portugal”, aconselhou. O antigo internacional francês fez ainda uma reflexão sobre a Bola de Ouro, contrastando a sua importância atual com o passado: “A Bola de Ouro tornou-se muito importante para aqueles dois jogadores. Por outro lado, lembro-me que, quando [Zinédine] Zidane conquistou a Bola de Ouro, demos-lhe os parabéns, mas durou uns cinco minutos e não quisemos saber”. Ele concluiu a sua análise reiterando que o futebol é um desporto de equipa, “eu sempre pensei no facto de que o futebol é um desportivo coletivo, e não tem apenas a ver com uma pessoa. Por isso, vou tentar manter-me fiel e lutar sobre isso até ao meu último suspiro”.
O Campeonato do Mundo de 2026 será marcante, não só pelo aumento do número de seleções para 48, mas também pela provável despedida de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi das grandes competições de seleções. Portugal, inserido no Grupo K, terá pela frente a República Democrática do Congo, o Uzbequistão e a Colômbia. A preparação da seleção portuguesa para este evento já começou, embora com a ausência de alguns jogadores importantes como Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, que falharam a primeira sessão de treinos devido aos seus compromissos na Liga dos Campeões e se juntarão à equipa mais tarde. A equipa de Roberto Martínez tem agendados dois particulares, contra o Chile a 6 de junho e a Nigéria a 10 de junho, antes de se deslocar para Miami, onde terá o seu centro de estágio e se irá preparar para a estreia no torneio. A primeira partida de Portugal será a 17 de junho, em Houston, contra a República Democrática do Congo.