A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) determinou a proibição de entrada em recintos desportivos para seis adeptos, após incidentes registados na final da Taça de Portugal. O grupo, composto por cinco homens e uma mulher com idades entre os 20 e os 50 anos, foi identificado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) devido à deflagração de artigos de pirotecnia, especificamente tochas e potes de fumo.
Os incidentes ocorreram no Estádio Nacional, em Oeiras, durante o confronto entre o Sporting e o Torreense, partida vencida pela equipa de Torres Vedras por 2-1 após prolongamento. A medida cautelar de interdição de acesso aos estádios entra em vigor imediatamente e manter-se-á até à conclusão do respetivo processo de contraordenação.
Caso sejam condenados no final do processo, os infratores enfrentam sanções severas, incluindo coimas que podem variar entre os 1.000 e os 10.000 euros. Além da multa, os responsáveis podem ser sancionados com uma interdição de acesso a recintos desportivos por um período que pode chegar aos três anos. A APCVD alertou ainda que o incumprimento da medida cautelar constitui crime de desobediência, podendo levar à detenção dos visados pelas autoridades policiais.
No plano desportivo, o Torreense, recém-vencedor da prova, prepara-se para disputar competições europeias na próxima época, tornando-se o terceiro clube fora da I Liga a alcançar tal feito, apesar de ter falhado a subida ao escalão principal para a edição 2026/27.