Bruno Sá, antigo candidato à presidência do Sporting, utilizou as redes sociais para manifestar a sua profunda insatisfação com o balanço da época 2025/26. Após uma temporada marcada pela ausência de títulos e por uma derrota inesperada na final da Taça de Portugal contra o Torreense, o opositor fustigou a gestão de Frederico Varandas, alegando que a essência da instituição está a ser sacrificada. Segundo Sá, “O clube está dividido. Sócios de primeira e de segunda, um caminho cada vez mais empresarial, e isso sente-se nos jogos, no futebol e no pavilhão. Vendem-nos frases bonitas e sonhos com sofás que pouco têm a ver com futebol. E a essência vai-se perdendo. As pessoas, a cultura, a história, a família sportinguista”.
No que diz respeito ao desempenho desportivo e às movimentações de mercado, Bruno Sá foi particularmente incisivo ao apontar falhas na estratégia de reforços e na gestão do plantel, mencionando especificamente a saída de Alisson Santos. O antigo candidato afirmou categoricamente: “Perdemos o tri com um amadorismo completo em três mercados e lesões nunca explicadas. Vendemos o Alisson, que desequilibrava vindo do banco. Que falta fez. Na Champions fizemos a melhor época de sempre, mas com ambição e bom mercado de inverno podíamos ter ido mais longe”. Para Sá, a falta de planeamento foi determinante para que o clube não alcançasse objetivos mais ambiciosos na Europa.
A crítica estendeu-se ainda ao setor da formação e à gestão de talentos jovens, lamentando a venda de jogadores como Tiago Santos, Essugo, Afonso Moreira, Travassos e Mateus Fernandes por valores que considera baixos. Questionou a mensagem transmitida aos jovens atletas ao referir que “Na formação, zero títulos e zero investimento em academia, numa altura em que todos os clubes apostam no coração dos clubes. Saídas de Tiago Santos, Essugo, Afonso Moreira, Travassos e Mateus Fernandes por valores baixos. Que mensagem deixamos aos miúdos?”.
Para finalizar a sua reflexão, Bruno Sá instou a administração a agir rapidamente antes do início da próxima temporada, lembrando que a renovação do técnico Rui Borges retira qualquer margem para falhas. Foi claro ao deixar o aviso: “Renovado o Rui Borges, não há desculpas. Não há pré [eliminatórias] da Champions, não há Supertaça. Não se atrasem outra vez”. O texto termina com um apelo à revisão da bilhética e ao regresso de uma cultura de clube onde o altruísmo prevaleça sobre o ego.