Thierry Correia, lateral-direito português, pondera um regresso ao Sporting, um desejo alimentado por sete temporadas ao serviço do Valência, onde o seu contrato está prestes a terminar. Numa entrevista recente, o jogador confessou o seu anseio. “Claro, gostava de voltar a jogar no Sporting. É um sonho meu e da minha família, que é toda sportinguista, até pelos anos que passei na Academia. Sei que é complicado, mas é um sonho meu”
, afirmou o internacional jovem de 27 anos. Correia abordou também a sua saída de Alvalade em 2020: “Fui apanhado de surpresa. Tínhamos acabado de perder com o Rio Ave [2-3] e lembro-me dos meus pais dizerem que havia possibilidade de sair. Disse logo que não queria, era o meu sonho desde os 9 anos. Mas o meu pai confrontou-me para me dizer que tinham acabado de contratar o Rosier e ainda tinham o Ristovski. Eram dois jogadores para uma só posição: 'Estão lesionados, mas vão voltar e és o jogador mais fácil de tirar do 11'. Foi por aí, mas a primeira vez que me disseram Valência, disse: 'Dá-me igual, não quero sair'. Mas o meu pai mudou a minha perspetiva.”
Correia também falou sobre o atual lateral-direito do Sporting, Fresneda, que tem sido alvo de algumas críticas. No entanto, o português defendeu o espanhol. “Se és um jogador com muito destaque, és sempre valorizado. Se és um jogador que faz um grande jogo e a seguir não mantém o nível, não és tão valorizado. Penso que o Fresneda é um jogador subvalorizado em Portugal e um dos grandes laterais da Liga”
, opinou. O jogador revelou ainda manter contacto com antigos colegas em Alvalade, como Daniel Bragança e Francisco Trincão.
A época de Thierry Correia no Valência foi marcada por desafios físicos. O jogador fez um balanço dos seus 25 jogos e duas assistências na temporada. “Estive 11 meses lesionado, não fiz pré-época. Depois fui ganhando ritmo, senti-me mais confiante e sem dores no joelho, algo que não estava a acontecer em alguns jogos e treinos, mas quando me estava a sentir bem tive uma lesão no isquiotibial. Esta época acabei por nunca me sentir confortável fisicamente e em abril lesionei-me com o Maiorca. Recorri a um fisioterapeuta fora para estar disponível para os últimos jogos, pois queria fechar este ciclo a jogar”
, explicou Correia, sublinhando os obstáculos que enfrentou para se manter em campo.