Pedro Proença aborda futuro de Roberto Martínez e transição sem Cristiano Ronaldo

  1. futuro de Roberto Martínez
  2. próximo ciclo sem Cristiano Ronaldo
  3. Otimismo para o Campeonato do Mundo
  4. Jorge Jesus e a Seleção Nacional

Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), abordou esta quinta-feira o futuro de Roberto Martínez no comando técnico da Seleção Nacional e o próximo ciclo sem Cristiano Ronaldo, durante a 4.ª Conferência Bola Branca da Rádio Renascença. As suas declarações, marcadas por um otimismo contagiante em relação às aspirações de Portugal no Campeonato do Mundo, revelam uma estratégia clara tanto para a sucessão técnica quanto para a inevitável transição geracional.

Sobre a continuidade de Roberto Martínez, Proença foi categórico, sublinhando a total sintonia com o selecionador: “Vou dizer aquilo que o mister Martínez já disse: o presidente da Federação e o mister estão perfeitamente alinhados, há um foco completo naquilo que será o Campeonato do Mundo e em cinco minutos depois resolveremos o tema”, afirmou. Esta declaração de Proença foi reiterada, afastando qualquer especulação imediata: “Não há nenhuma divergência entre nós, há apenas mais prudência por parte do selecionador.” Proença reforçou a ideia, adiantando que “Como todas as equipas de trabalho, assim que termina um determinado projeto, fazem-se avaliações. Em cinco minutos resolveremos essa situação”. O presidente da FPF também tocou na questão da eventual sucessão: “Não falarei de nomes, mas deixo o registo da forma como os treinadores portugueses de alta capacidade falam da vontade de treinarem a Seleção”, revelando a satisfação da Federação com o interesse dos técnicos nacionais. Adicionalmente, Proença garantiu a ausência de influências externas nas escolhas: “Não há interesses económicos a entrar na Federação, há apenas decisões técnicas.”

Relativamente às expectativas para o Mundial, Proença manifestou grande confiança na equipa portuguesa: “Desde que assumi funções há um ano e três meses, nem os portugueses me deixariam ter outra opinião que não fosse assumir que estamos mais perto de sermos campeões do mundo. Portugal é campeão em título da Liga das Nações, olhando para quem esteve presente é só juntar Brasil e Argentina… Por isso, estamos muito mais perto. Direi que seremos das quatro, cinco ou seis seleções habilitadas para se sagrarem campeãs mundiais”. O presidente da FPF recusou a ideia de que apenas as seleções que já venceram o Mundial são favoritas: “Houve alterações no departamento técnico, fomos buscar pessoas com experiência como Óscar Tojo ou Lourenço Pereira Coelho com ligação direta forte ao quadro desportivo e estamos preparados.” No que concerne ao futuro pós-Cristiano Ronaldo, uma era que se avizinha inevitável, Proença abordou a questão com naturalidade e planeamento: “Fisiologicamente seria uma grande surpresa que ainda estivesse no próximo Mundial…”. Embora reconheça a importância do capitão, assegurou que “O pós-Cristiano prepara-se não estando a dramatizar o assunto. Ronaldo vai estar sempre ligado não só à Federação, mas ao país. A Federação foi preparando sempre o presente e o futuro para ter drives de receitas que não dependessem apenas das participações em grandes provas, de uma ou duas marcas ou de um outro atleta”. Concluindo, Proença afirmou que “As receitas operacionais estão mais do que asseguradas para um ciclo que vai aparecer de forma natural”.

Em destaque esteve também a possibilidade de Jorge Jesus assumir o comando técnico da Seleção Nacional. Apesar de o presidente da Federação não ter mencionado nomes, Jorge Jesus, em declarações à SportTV e após a sua saída do Al Nassr, revelou planos de férias em Portugal e Brasil e comentou o seu futuro e a remuneração: “Se é lá o futuro? É uma das possibilidades. Vou de férias para Portugal e Brasil e para o ano vemos onde vou cair”. O técnico português também esclareceu a situação salarial, afirmando que “nenhuma equipa do continente europeu tem capacidade para pagar” o seu salário, acrescentando que “Gano mais num mês do que num ano em Portugal em qualquer equipa portuguesa e não me chateio mais. É uma das minhas mágoas, ganhei muitos títulos no Benfica, na Turquia tive um estádio sempre a gritar pelo meu nome, hoje viram aqui também, no Brasil a mesma coisa. Em Portugal ganhei tantos títulos no Benfica, mas nunca aconteceu isso”. Jesus descartou um regresso ao Benfica: “Regresso ao Benfica? Está fora de questão. O Benfica é um grande clube, tenho um grande orgulho por o ter treinado, mas neste momento está fora de questão”, e também recusou entrar em

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