Sporting: Rui Borges e Hjulmand lamentam perda da Taça de Portugal e final de época sem títulos

  1. Sporting perdeu a final da Taça de Portugal.
  2. A derrota foi contra o Torreense por 2-1.
  3. Morten Hjulmand questiona o futuro no Sporting.
  4. Rui Borges lamenta falta de proatividade da equipa.

A final da Taça de Portugal trouxe um desfecho agridoce para o Sporting, que viu Rui Borges e Morten Hjulmand expressarem a sua profunda tristeza e frustração por terminarem a temporada 2025/26 sem qualquer título. A derrota frente ao Torreense por 2-1 no Jamor, após prolongamento, marcou o fim de uma época que se esperava promissora, mas que culminou em desilusão. O treinador leonino, Rui Borges, não poupou nas palavras ao analisar o desempenho da equipa, afirmando que os jogadores “pareceram algo desligados do encontro”, salientando a “falta de proatividade”. A equipa “não conseguiu finalizar, não finalizamos da melhor forma”, lamentou Borges à RTP. Reconhecendo o mérito do adversário, o técnico frisou: “Eles, em dois lances, acabam por ser felizes, porque conseguiram aquilo que nós sabíamos que eles eram bons, aquilo que nos podiam ferir. Bolas paradas, esquemas táticos, acabam por marcar logo um golo numa fase inicial, o que leva que é uma equipa muito competitiva defensivamente e nós nunca conseguimos ter uma consistência de jogo ao longo dos 90 minutos que nos levasse a ser melhores do que eles neste tempo regulamentar e que nos fizesse dar a volta ao resultado.”

O cansaço mental também foi apontado como um fator para a má exibição dos leões. “Eu acho que foi o próprio desenrolar do jogo nos levou a trazer esse cansaço mental também à equipa, infelizmente. Andámos sempre a reagir, nunca fomos proativos. Andámos sempre a reagir a tudo e quando assim é, acaba por, às vezes, não correr bem, que foi o caso”, explicou Rui Borges, fazendo questão de “dar os parabéns ao adversário, que acaba por ser justo vencedor”. As substituições, mesmo com alguma antecedência, não surtiram o efeito desejado: “Eu fiz as alterações ainda com algum tempo, mas as últimas tiveram mais 35 minutos ou 40 para dar essa energia e acabou por não ser a energia que nós esperávamos. Tínhamos gente para finalizar dentro da área, eles estavam a defender com linha de seis, sete homens, difícil, competitivos, no jogo aéreo também. Não fomos capazes e é dar mérito ao adversário também naquilo que é a defesa da área.”

Morten Hjulmand, médio e capitão do Sporting, corroborou as palavras do treinador, mostrando-se ainda mais crítico em relação à postura da equipa. Em declarações à RTP, Hjulmand desabafou: “É muito duro este desfecho? Sim, muito duro para nós não vencer este jogo. Neste momento, não tenho palavras... Precisamos de analisar o jogo. Penso que faltou alguma atitude do nosso lado, especialmente quando falhámos alguns passes e oportunidades. Não pode acontecer. Faz parte do futebol, mas acho que a nossa linguagem corporal podia ser melhor hoje. Foi essa a minha sensação durante o jogo.” Confrontado com a questão de como uma época promissora se desfez, o médio dinamarquês referiu: “É difícil dizer porquê. Queríamos vencer o Torreense, mas no fim de contas, pela forma como eles lutaram e defenderam, fizeram um jogo muito maduro. Eles concretizaram as oportunidades deles. Nós não. E não vamos jogar a Supertaça. Do nosso lado, isto não é suficientemente bom.” Sobre a relação com os adeptos, Hjulmand foi frontal: “Para ser honesto, pela forma como jogámos hoje, acho que não merecíamos vencer. Queríamos celebrar com eles, estava cheio o estádio, mas isto foi culpa nosso. Assumimos a responsabilidade e devíamos ter tentado dar a volta à situação. Não estivemos no standard Sporting dos últimos três anos.” A questão sobre o seu futuro levantou ainda mais dúvidas: “Foi o fim de linha para si no Sporting? Não sei. Vamos falar quando voltar de férias.” À Sport TV, Hjulmand reforçou: “A linguagem corporal do Sporting hoje não foi a ideal. Temos de mostrar mais coragem e personalidade, pois tivemos oportunidades para vencer, mas eles defenderam muito bem nos 120 minutos.” E concluiu sobre a época: “Dói terminar a época sem títulos. É muito duro para mim. Preciso primeiro de analisar o jogo e perceber. Vou falar com vocês quando voltar das férias.” Rui Borges termina, assim, uma temporada onde a equipa “mostrou muita qualidade, mas chegar ao fim e não ter conquistas... este clube vive de conquistas, nós temos que ter essa responsabilidade de assumir isso. Não fomos capazes de dar troféus ao clube, nem aos adeptos que mereceram ao longo de toda a época, por todo o apoio que mostraram. Mas é o futebol.”

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